Presidente dos EUA publica vídeo de ataque a ponte iraniana, faz nova ameaça contra infraestrutura, menciona pontes e usinas de energia e pressiona liderança do Irã
O presidente Donald Trump publicou nas redes sociais um vídeo que, segundo ele, mostra um ataque a uma ponte iraniana e acrescentou uma ameaça direta à infraestrutura do país.
Em mensagem acompanhando o vídeo, Trump escreveu que os militares dos EUA “nem começaram a destruir o que resta no Irã. Pontes serão as próximas, depois usinas de energia”, e pediu ação rápida da liderança iraniana.
O post também trazia a frase “É hora de fazer um acordo antes que seja tarde”, e a publicação ocorre em meio a relatos de vítimas em uma ponte atingida, conforme informação divulgada pelo g1
O vídeo divulgado por Trump e a mensagem publicada nas redes
No material compartilhado, é possível ver fumaça saindo de uma ponte, que Trump descreveu como a maior do país do Oriente Médio, e a postagem teve tom de advertência.
Trump escreveu, em rede social, que “É hora de fazer um acordo antes que seja tarde”, e reforçou que a liderança iraniana “sabe o que precisa ser feito, e precisa ser feito rápido”, reafirmando a intenção de atingir infraestrutura caso não haja acordo.
Relatos de mortos e feridos na ponte B1
A mídia estatal do Irã informou que oito pessoas morreram e 95 ficaram feridas no ataque à ponte B1, que liga a cidade de Karaj à capital Teerã, segundo os relatos oficiais citados pela reportagem.
As informações sobre vítimas e danos ainda são objeto de investigação, e a divulgação oficial iraniana foi usada por autoridades locais para condenar o ataque e pedir apuração internacional.
Novas armas usadas e relatos do The New York Times
Segundo reportagem do jornal norte-americano The New York Times, os EUA teriam usado um novo tipo de míssil, identificado como Míssil de Ataque de Precisão (PrSM, na sigla em inglês), em ofensiva que atingiu uma escola e um centro esportivo no Irã.
O armamento é programado para detonar segundos antes de atingir o solo e liberar esferas de tungstênio, segundo o jornal, e a reportagem afirma que esse ataque fez parte da primeira onda de ofensivas entre EUA e Israel contra o Irã em 28 de fevereiro.
Ainda conforme o New York Times, um outro ataque, em Minab, teria matado 175 pessoas em uma escola, e uma investigação do jornal apontou responsabilidade dos EUA naquele episódio.
Granadas M111 e risco de escalada, contexto militar e político
O Exército dos Estados Unidos apresentou uma nova granada, a M111, que usa ondas de choque de pressão para aumentar letalidade em ambientes confinados, segundo divulgação militar.
Embora o uso de tropas em solo iraniano não tenha sido decidido, a combinação de novas munições, mísseis com esferas de tungstênio e ameaças explícitas contra pontes e usinas de energia eleva o risco de mais danos a civis e à infraestrutura crítica.
Analistas consultados por veículos internacionais alertam que ataques a infraestruturas podem provocar cortes de serviços, impactos humanitários e reações militares em cadeia, tornando as próximas semanas decisivas para a escalada ou para uma desaceleração do conflito.
Fontes citadas nesta matéria incluem reportagens publicadas pelo The New York Times e informações divulgadas por agências e canais oficiais, conforme informação divulgada pelo g1
