No Distrito Federal, a Secretaria de Saúde não realiza procedimento em nenhum hospital público, há quase 600 na fila, e o Ministério da Saúde diz que oferta é responsabilidade local
Pacientes enfrentam atrasos e deslocamentos para tentar acesso a um transplante de medula óssea no DF, procedimento crucial para várias doenças hematológicas.
Com a rede pública sem oferta, famílias relatam custos, viagens e incertezas para iniciar o tratamento em unidades privadas.
Ao longo do texto explicamos quantas pessoas aguardam, quais alternativas existem e quem é responsabilizado pela falta do serviço.
Fila e impacto
O sistema local registra, atualmente, quase 600 na fila por um transplante de medula óssea, número que traduz espera longa e risco de agravamento para muitos pacientes.
Sem o procedimento na rede pública, pacientes precisam procurar vagas em outras unidades fora do DF, o que eleva custos e dificulta o acompanhamento contínuo.
Opções na rede privada
No setor privado há oferta do transplante, porém com cobrança de taxas e despesas hospitalares elevadas, o que exclui quem não tem plano de saúde ou recursos para custear a viagem e a internação.
Pacientes e familiares relatam jornadas de busca por equipe especializada, captação de doadores e autorização de convênios como barreiras adicionais, além da distância do domicílio.
Responsabilidade e próximos passos
Sobre a ausência do serviço público, o posicionamento oficial é claro, Ministério da Saúde diz que oferta é responsabilidade local, o que coloca a definição e a implantação das cirurgias sob gestão da Secretaria de Saúde do DF.
Especialistas ouvidos apontam a necessidade de investimentos em estrutura e treinamento, além de políticas para reduzir a fila e evitar que pacientes sejam forçados a se deslocar em busca do transplante.
