Plano do Paquistão prevê cessar-fogo imediato entre Irã e Estados Unidos, memorando eletrônico e acordo final em até 20 dias, com possível reabertura do Estreito de Ormuz
Uma proposta articulada pelo Paquistão oferece uma saída rápida para a escalada entre Irã e Estados Unidos, com um cessar-fogo que pode entrar em vigor de imediato.
O plano prevê uma segunda etapa, de negociações para um acordo mais amplo em um prazo curto, que trataria desde sanções até compromissos nucleares.
Essas informações foram divulgadas à imprensa internacional, conforme informação divulgada pela Reuters.
Como funciona a proposta
A proposta estrutura uma abordagem em duas fases, com começo imediato por meio de um memorando de entendimento finalizado eletronicamente, e uma janela de 15 a 20 dias para concluir o acordo final.
O primeiro passo é o cessar-fogo, que poderia permitir a reabertura do Estreito de Ormuz, rota crucial para o transporte global de petróleo.
Quem intermediou e os contatos citados
Segundo a reportagem, a iniciativa foi elaborada no Paquistão e pode envolver conversas presenciais em Islamabad para definir detalhes, sob o rótulo provisório de Acordo de Islamabad.
O chefe do Exército paquistanês, marechal de campo Asim Munir, manteve contato, segundo a fonte, “a noite toda” com o vice-presidente dos Estados Unidos JD Vance, o enviado especial Steve Witkoff, e o ministro das Relações Exteriores iraniano Abbas Araqchi.
Compromissos esperados e compensações
Na etapa final, o acordo incluiria compromissos do Irã relacionados ao seu programa nuclear, em troca de alívio de sanções e liberação de ativos congelados, conforme descreve a proposta.
O texto indica que “Todos os elementos precisam ser acordados hoje”, frase citada pela fonte que descreveu a urgência para viabilizar a trégua imediata.
Impactos, receios e próximos passos
O plano surge em meio ao aumento das tensões na região, com preocupações sobre possíveis efeitos no fluxo global de petróleo, caso o Estreito de Ormuz permaneça fechado.
Até o momento não houve resposta imediata de autoridades dos Estados Unidos, do Irã, nem comentário oficial do governo paquistanês, segundo a mesma fonte.
Se as partes aceitarem o memorando, o Paquistão atuaria como canal de comunicação e mediador, e as conversas presenciais em Islamabad podem ser o próximo passo para selar o acordo em até 20 dias.
