Jovem encontrada morta em congelador na Bahia em Vitória da Conquista, Manuela de 23 anos, suspeito preso, família questiona cena e laudo da necropsia

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Investigação sobre jovem encontrada morta em congelador na Bahia, com confissão do suspeito, relatos da família e expectativa pelo laudo que deve apontar causa, data da morte e possível gravidez

A polícia prendeu um homem suspeito de matar uma jovem de 23 anos cujo corpo foi encontrado dentro de um congelador em Vitória da Conquista, na Bahia. A vítima deixou dois filhos pequenos, e a família busca respostas sobre o que motivou o crime e se houve participação de outras pessoas.

O caso segue sob investigação, com a necropsia aguardada para esclarecer a causa da morte, confirmar ou descartar uma suspeita de gravidez e estimar a data do óbito. A prisão ocorreu no dia seguinte à localização do corpo, em Ilhéus.

As informações a seguir reúnem o que se sabe até agora, conforme informação divulgada pelo g1

Quem era a vítima

A jovem foi identificada como Manuela Vieira Matos Silva, de 23 anos, mãe de duas crianças, de 4 e 2 anos. A família informou que ela havia perdido a guarda dos filhos, que estavam em uma casa de acolhimento, e que Manuela estava abalada por ficar longe das crianças.

Quatro dias antes do corpo ser encontrado, a família comunicou o desaparecimento da jovem. A última vez em que ela foi vista com vida em Vitória da Conquista foi na quarta-feira, dia 25, segundo relatos familiares.

Como o corpo foi encontrado

A descoberta ocorreu quando a companheira do suspeito foi ao imóvel procurar por ele, após ele ficar um dia sem dar notícias. A mulher afirmou que iria se mudar para a casa, e, ao entrar no local, acionou a polícia. A equipe da Polícia Militar constatou que o corpo estava dentro do congelador do eletrodoméstico, em posição fetal.

O corpo foi encaminhado ao Departamento de Polícia Técnica da cidade, onde foi realizada a necropsia, cujo resultado deve sair nos próximos dias e apontará a causa e a data da morte, além de confirmar se havia gestação.

Quem é o suspeito e o que ele disse

O preso é Lucas Santos Lima, de 29 anos. Em depoimento à polícia, ele confessou que matou Manuela, e disse que o crime ocorreu após uma discussão enquanto os dois usavam drogas. Lucas afirmou ainda que teve uma breve relação com a jovem no passado, que já havia terminado.

Segundo a investigação até o momento, ele declarou ter cometido o crime sozinho e que tentava fugir do estado. A polícia considera Lucas o único suspeito até agora, mas mantém as apurações abertas, e, nas palavras do delegado, “A Polícia Civil atribui a autoria exclusivamente a ele, mas, obviamente, as investigações continuam e, se restarem evidências de participação de qualquer outra pessoa, ela será responsabilizada também”, informou o delegado Roberto Júnior, titular da Diretoria Regional de Polícia do Interior (Dirpin) Sudoeste/Sul.

O que diz a família e o que falta esclarecer

A tia de Manuela, que morou com ela em Vitória da Conquista e pediu para não se identificar, descreveu o relacionamento entre a jovem e Lucas e levantou suspeitas sobre a dinâmica do crime. Ela classificou o homem como violento, dizendo, “Ele nunca aceitou o término, então ficava rodeando Manu para que ela voltasse com ele, (…) Soube que ele era uma pessoa bem agressiva, que inclusive batia em pessoas em situação de rua”.

Aparentemente intrigada com quem encontrou o corpo, a tia também afirmou, “Uma coisa que me chamou atenção é que a namorada de Lucas encontrou o corpo de Manu. Depois, ele fugiu para Ilhéus, que é onde o avô dessa moça tem pousada. Estou achando tudo muito estranho”. Aparentando preocupação, ela acrescentou, “O que não entra na minha cabeça é que ele ficou sem dar notícia um dia e ela (namorada) foi na casa que nem estavam morando ainda, que nem tinha pertences dela, nem dele”. A polícia, no entanto, não trata a companheira do suspeito como investigada neste momento.

Entre as questões que a perícia precisa esclarecer está a possível gravidez, que a família relatou que Manuela suspeitava, e que só será confirmada ou descartada com a necropsia. A data da morte também é alvo de análise, embora a polícia suspeite que o crime tenha ocorrido no mesmo dia do desaparecimento.

O delegado Roberto Júnior destacou a importância do exame, dizendo que “A necropsia é muito bem feita e esclarece toda e qualquer lesão que o corpo da vítima tenha, como uma eventual gravidez. Então, é muito importante a questão do laudo, que certamente será compatível com a versão dada pelo autor”.

As autoridades seguem com diligências e tentam contatar a defesa do suspeito. A apuração continuará para confirmar os detalhes do crime e responsabilizar eventuais envolvidos, caso surjam novas evidências.

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