Investigação aponta uso do míssil PrSM em ataque a escola no Irã que matou 21, detona antes do solo e espalha fragmentos de tungstênio

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O Míssil de Ataque de Precisão (PrSM, na sigla em inglês) teria sido programado para detonar segundos antes do impacto, liberando pedras de tungstênio contra a escola em 28 de fevereiro

Uma investigação publicada trouxe novas informações sobre o bombardeio a uma escola no Irã que deixou vítimas e destruição. As apurações apontam para o uso de um armamento de nova geração, com mecanismo de detonação programada.

Fontes citadas na reportagem descrevem o funcionamento e os efeitos desse armamento, e levantam questões sobre o impacto em áreas civis. A análise também relaciona o ataque ao contexto maior dos combates que começaram no fim de fevereiro.

Os detalhes reunidos pela reportagem foram divulgados e compilados em matéria de imprensa, conforme informação divulgada pelo g1

Como funciona o míssil PrSM

Segundo o The New York Times, o Exército norte-americano utilizou um míssil balístico de curto alcance chamado Míssil de Ataque de Precisão (PrSM, na sigla em inglês). O armamento é programado para ser detonado segundos antes de atingir seu alvo e liberar várias pedras de tungstênio, um dos metais mais duro do planeta.

O mecanismo faz com que a ogiva se fragmente no ar, espalhando fragmentos sobre uma área mais ampla, em vez de penetrar diretamente no solo. Especialistas consultados na apuração apontam que esse padrão aumenta o potencial de danos a estruturas e pessoas em superfície.

Vítimas e contexto do ataque

De acordo com a matéria, o bombardeio que atingiu a escola resultou em matou 21 pessoas. O ataque faz parte da primeira onda de ofensivas dos Estados Unidos e de Israel ao Irã, em 28 de fevereiro, que marcaram o início da atual guerra no Oriente Médio.

No mesmo dia, outro ataque atingiu uma escola na cidade de Minab, no sul do país, e, nesse caso, o ataque matou 175 pessoas, segundo a investigação citada pela reportagem.

Reações e investigação em curso

A reportagem indica que, até a atualização mais recente, O governo dos EUA não havia se manifestado sobre a investigação do jornal até a última atualização desta reportagem. Autoridades norte-americanas não divulgaram comentários públicos que confirmem ou neguem as conclusões apresentadas.

Analistas internacionais e observadores humanitários estão acompanhando os desdobramentos, e a divulgação dos detalhes técnicos do uso do míssil PrSM pode reforçar pedidos por maior transparência sobre regras de engajamento e o controle de armamentos que afetam civis.

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