Na retirada de cavalos de Fernando de Noronha, logística militar reduzirá viagens de navio, permitirá adoções pelo Exército, manejo sanitário e castrações dos que permanecerem
A operação para a retirada de cavalos de Fernando de Noronha envolve identificação, transferência e cuidados veterinários, com suporte logístico do Exército para reduzir o tempo e riscos do transporte.
Dos animais localizados, parte tem tutores e recebe cuidados, enquanto outros estão em situação de abandono ou maus-tratos e serão removidos ou adotados por instituições e pessoas habilitadas.
A previsão é que a ação ocorra em abril, com foco em resgatar e reabilitar animais, além de castrar os que permanecerem na ilha, conforme informação divulgada pelo g1
Logística e números da operação
Na ilha foram identificados 67 cavalos, dos quais 40 têm tutores e recebem cuidados adequados, enquanto o restante está em processo de recadastramento e monitoramento de saúde.
Segundo a administração local, já houve a transferência de quatro animais, e o Exército vai emprestar um caminhão adaptado, que será colocado em navio de carga, com capacidade para transportar até dez cavalos por viagem, o que reduzirá o número de travessias.
Conforme a avaliação técnica, sem o caminhão seriam necessárias cinco viagens de navio, com o veículo militar a transferência poderá ser feita em apenas duas, e alguns animais poderão ser adotados pelo Exército.
Estado de saúde e avaliação veterinária
A tenente e veterinária do Exército, Laiane Magalhães, participou da vistoria e descreveu condições críticas em vários animais, com sinais de desidratação e ferimentos de pele.
Em suas palavras, “Foram encontrados animais debilitados, expostos ao sol e com problemas de pele, como fungos. A maioria não tem acesso à água, o que caracteriza maus-tratos”.
A militar afirmou, ainda, que os animais podem ser recuperados, e que será feito o manejo sanitário, com adaptação ao plantel, ajuste de alimentação e hidratação, para que possam viver adequadamente, segundo a vistoria.
Critérios para remoção e adoção
Serão retirados da ilha os cavalos cuja transferência foi autorizada pelos tutores, além de animais abandonados ou vítimas de maus-tratos. Os que permanecerem passarão por castração.
Além das adoções previstas pelo Exército, há registros de adoção local, como a do técnico José Roberto Lopes, que disse, “Esse animal ficou sem dono, a tutora deixou a ilha e não tinha quem cuidasse. Estou com essa égua há dois meses e pretendo continuar com ela em Fernando de Noronha”.
A égua adotada recebeu chip de identificação e o tutor foi orientado sobre cuidados básicos, medida que integra o esforço de recadastramento e acompanhamento dos animais que seguem na ilha.
Cronograma e próximos passos
A expectativa oficial é realizar a operação em abril, com apoio do Exército para acelerar as transferências e reduzir o impacto sobre a vida dos animais e da população local.
O plano combina logística, atendimento veterinário e medidas administrativas, para retirar animais em risco, promover adoções responsáveis e aplicar castração nos que permanecerem, buscando prevenir novos casos de abandono e maus-tratos.
