Mapa das 18 empresas citadas pela Guarda Revolucionária, com presença regional de Apple, Google, Microsoft, Intel, Oracle, Cisco, HP e alertas para funcionários e moradores
Nos últimos comunicados, a Guarda Revolucionária do Irã anunciou que passará a realizar uma ofensiva contra empresas ligadas aos Estados Unidos, listando 18 companhias que atuam na região.
O alerta cita evacuação de funcionários e moradores próximos às sedes dessas empresas, em um pedido que aumenta a preocupação sobre a segurança de instalações comerciais e equipes no Oriente Médio.
A seguir, detalhamos as principais big techs que o Irã pode atacar, onde elas têm presença regional e qual o contexto militar citado pelas autoridades iranianas, conforme informação divulgada pelo g1.
Onde estão as big techs citadas e como atuam na região
O comunicado e a cobertura do caso listam empresas globais com operações no Oriente Médio, variando entre escritórios próprios, lojas físicas e atuação por parceiros locais.
O Google mantém escritórios em cidades estratégicas, entre elas Dubai e Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, e também em Tel Aviv e Haifa, em Israel, segundo a reportagem.
A Apple concentra sua estrutura regional principalmente em Dubai, com lojas físicas em Dubai, Abu Dhabi, Tel Aviv e Haifa, de acordo com as informações divulgadas.
A Microsoft tem presença oficial em Dubai e em Tel Aviv, atuando em nuvem, software e serviços corporativos na região.
A Oracle aparece com uma rede mais ampla, com escritórios em Manama, no Bahrein, no Cairo, em Tel Aviv, em Amã, na Cidade do Kuwait, em Beirute, em Mascate e em Doha, conforme a apuração.
A Intel foca sua atuação no Oriente Médio em Israel, com atividades em Haifa, Yakum, Petach Tikva, Jerusalém e Kiryat Gat.
A HP mantém sua base regional em Dubai, operando como centro de vendas e suporte, e tende a atuar em outros países por meio de parceiros e distribuidores locais.
A Cisco também está presente em diversas capitais e centros, com escritórios e operações em Dubai, Abu Dhabi, Riad, Jidá, Dhahran, Manama, Doha, Cidade do Kuwait e Mascate.
Algumas empresas foram citadas na lista divulgada pela mídia estatal, como a Tesla, porém o comunicado não detalhou filiais ou escritórios específicos para todas as 18 companhias mencionadas.
O que diz a Guarda Revolucionária e quais são os avisos
No comunicado, a Guarda afirmou que os alvos seriam “as principais instituições atuantes em operações terroristas“, usando essa expressão para justificar a ofensiva contra as empresas ligadas aos EUA.
O texto inclui ainda a instrução, tradução literal do comunicado, “Aconselhamos os funcionários dessas instituições a deixarem seus locais de trabalho imediatamente, para sua própria segurança. Os moradores das áreas próximas a essas empresas terroristas, em todos os países da região, também devem evacuar em um raio de um quilômetro e procurar um local seguro“.
O aviso reforça risco explícito a funcionários e civis nas áreas urbanas onde as big techs têm escritórios ou lojas, e pede evacuação preventiva em um raio definido.
Contexto, ataques relatados e respostas
Paralelamente ao comunicado sobre alvos comerciais, a Guarda Revolucionária afirmou ter bombardeado duas instalações militares dos Estados Unidos, uma nos Emirados Árabes Unidos, e outra no Bahrein.
Sobre a instalação nos Emirados, o texto afirma, na transcrição apresentada pela mídia iraniana, “Ontem, com a superioridade de inteligência do Irã, um centro secreto de comando do Exército dos EUA fora da base de Al Minhad, nos Emirados Árabes Unidos, foi identificado e destruído, Segundo nossas informações, antes do impacto, cerca de 200 oficiais e comandantes americanos estavam vivos no local“.
A Guarda também disse ter atingido com precisão um alojamento de tropas no Bahrein, e qualificou a ação com ironia ao prever que o Comando Central do Exército dos EUA minimizará os danos relatados.
Do lado norte-americano, o secretário da Guerra, Pete Hegseth, disse ter presenciado o Exército abatendo dois mísseis iranianos contra “uma sala cheia de oficiais reunidos”, comentário que revela tensão e contra-alegações sobre o alcance e os efeitos dos ataques.
O que muda para funcionários, empresas e população
Especialistas e empresas costumam avaliar riscos e ajustar operações em regiões afetadas por conflitos, com deslocamento de equipes, suspensão de atividades presenciais e aumento de segurança física e cibernética.
No Oriente Médio, muitos centros regionais estão em hubs como Dubai e Riad, por isso qualquer ameaça a essas cidades afeta logística, atendimento regional e suporte a clientes.
Funcionários e moradores das áreas próximas recebendo alertas oficiais, devem seguir as orientações locais, e empresas devem monitorar comunicações das autoridades, priorizar segurança das equipes e revisar planos de contingência.
O cenário segue fluido, e a lista de 18 empresas citadas pela Guarda, bem como as declarações sobre alvos e ataques a bases americanas, continuam sendo acompanhadas por governos e pelas próprias companhias afetadas, conforme informação divulgada pelo g1.
