Presidente publicou no Truth Social que ‘vocês terão que aprender a lutar por si mesmos’, renovou ameaça contra ‘principalmente o Reino Unido’ e reportagem diz que aceita fim do conflito com Estreito bloqueado
O presidente dos Estados Unidos voltou a pressionar os países europeus a agirem no Estreito de Ormuz e, ao mesmo tempo, renovou ameaças de abandonar aliados que não o apoiem, em um contexto de crescente tensão no Oriente Médio.
Em uma publicação em sua rede social, o presidente afirmou que os europeus terão de assumir a responsabilidade pela segurança da rota marítima por onde passa grande parte do petróleo mundial.
As declarações e a avaliação de que os EUA podem encerrar a campanha mesmo com o Estreito de Ormuz bloqueado foram registradas em reportagens e em postagens do próprio presidente, conforme informação divulgada pelo g1.
A publicação do presidente e o recado aos europeus
Na mensagem pública, o presidente escreveu textualmente, em sua rede social Truth Social,
“Criem coragem, vão até o Estreito e simplesmente o TOMEM . Vocês terão que aprender a lutar por si mesmos, os EUA não estarão mais lá para ajudá-los, assim como vocês não estiveram lá para nos ajudar. O Irã foi, essencialmente, dizimado. A parte difícil já passou. Vão buscar seu próprio petróleo!”
O tom da postagem inclui também a sugestão de que países europeus passem a comprar petróleo dos Estados Unidos, porque, segundo ele, os EUA “temos bastante”.
Reportagem do The Wall Street Journal e a opção por encerrar a guerra
Segundo reportagem do jornal The Wall Street Journal, o presidente disse a assessores que está disposto a encerrar a guerra contra o Irã mesmo com o Estreito de Ormuz fechado.
Fontes citadas pelo jornal apontaram que avaliações internas indicaram que uma operação para reabrir totalmente a rota marítima poderia prolongar o conflito além do prazo de seis semanas prometido pelo presidente.
Diante desse cenário, a estratégia avaliada seria concentrar ataques para enfraquecer a marinha iraniana e reduzir a capacidade de mísseis do país, e então reduzir operações, na tentativa de forçar o Irã a reabrir o Estreito de Ormuz.
Pressão econômica e papel dos aliados
O bloqueio do Estreito de Ormuz vem pressionando os preços do petróleo e afetando setores ao redor do mundo, o que pode penalizar a economia dos EUA em um ano de eleições legislativas.
Se o Irã mantiver o impedimento ao tráfego, segundo o jornal, Trump pretende cobrar dos aliados europeus e dos Estados do Golfo que assumam a responsabilidade pela reabertura da rota marítima.
Ao mesmo tempo, o presidente afirmou que poderá reduzir o apoio militar a aliados, citando, entre outros, que o governo britânico teria de atuar sozinho na região, a frase sendo interpretada como uma ameaça dirigida “principalmente o Reino Unido”.
Consequências diplomáticas e cenário futuro
O apelo para que a Europa envie navios para patrulhar o Estreito de Ormuz foi rejeitado por países europeus nas últimas semanas, o que isolou a posição do presidente norte-americano e do governo israelense, segundo relatos.
Com o impasse, a tendência é de maior pressão diplomática sobre aliados, avaliação pública e privada de objetivos militares limitados, e o risco de que a rota permaneça parcial ou totalmente bloqueada, com impacto global nos preços e no abastecimento de petróleo.
Fontes citadas nas reportagens e nas publicações do presidente seguem sendo monitoradas por governos e mercados, enquanto a situação no Golfo permanece volátil.
