Dólar recua e Ibovespa avança com guerra no Irã e alta do petróleo, enquanto JOLTS nos EUA e Caged no Brasil mantêm investidores em alerta

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Queda do dólar para R$ 5,2225, pressão do petróleo acima de US$ 100, e expectativa sobre JOLTS e Caged movimentam mercado, influenciando câmbio e bolsa

O dólar opera em queda nesta terça-feira, recuando 0,48% por volta das 10h20, sendo negociado a R$ 5,2225.

O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, subia 0,30%, aos 183.055 pontos, enquanto o preço do petróleo seguia em alta diante da escalada no Oriente Médio.

Investidores também aguardam dados de emprego, com expectativa de cerca de 6,9 milhões de vagas no JOLTS dos EUA e cerca de 270 mil novas vagas formais no Caged do Brasil, conforme informação divulgada pelo g1.

Por que o dólar caiu

A queda do dólar reflete, em parte, um alívio gerado por declarações no exterior, e pela leitura das agendas econômicas doméstica e internacional.

Na cena internacional, a sinalização do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que aceitaria encerrar a guerra no Irã mesmo com o Estreito de Ormuz fechado, segundo o jornal The Wall Street Journal, ajudou a impulsionar os preços do petróleo e trouxe algum alívio às bolsas globais.

Na véspera, a moeda americana fechou em alta de 0,12%, cotada a R$ 5,2477, mostrando a volatilidade recente do câmbio.

Petróleo e o impacto da guerra no Irã

A escalada do conflito entre EUA e Irã continua a sustentar a alta do petróleo, com riscos logísticos no Estreito de Ormuz, rota crítica para a produção mundial.

Por volta das 9h (horário de Brasília), o barril do Brent subia 2,8%, a US$ 116, enquanto o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, avançava 1,4%, a US$ 104,34.

Desde o início da guerra, os preços da commodity acumulam alta superior a 40%, e o episódio já pressiona preços ao consumidor, com o preço médio da gasolina nos Estados Unidos ultrapassando US$ 4 por galão.

Agenda de emprego no Brasil e nos EUA

Parte da movimentação do câmbio e da bolsa vem da expectativa por dados de emprego que podem alterar a percepção sobre juros e atividade.

Nos EUA, investidores aguardam o relatório JOLTS, a expectativa é de que o indicador mostre cerca de 6,9 milhões de postos disponíveis em fevereiro, o que pode influenciar apostas sobre política monetária americana.

No Brasil, a agenda do dia inclui os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, com expectativa do mercado de que tenham sido criadas cerca de 270 mil novas vagas formais de trabalho em fevereiro.

Mercados globais e outros ativos

Os mercados globais apresentam movimentos mistos, com futuros de Wall Street em alta antes da abertura, e bolsas europeias recuperando parte das perdas.

Os contratos futuros do S&P 500 e do Dow Jones Industrial Average avançavam 0,9%, enquanto os futuros do Nasdaq subiam 0,8%.

Na Europa, o FTSE 100, de Londres, subia 0,9%, o CAC 40, de Paris, avançava 0,5%, e o DAX, de Frankfurt, registrava alta de 0,6%.

Na Ásia, o desempenho foi mais fraco, com Hang Seng subindo 0,2%, o índice composto de Xangai caindo 0,8%, o Nikkei recuando 1,6%, para 51.063,72 pontos, e o Kospi caindo 4,3%.

Entre commodities, o ouro avançava 0,6%, para US$ 4.584,10 por onça, e a prata subia 3,7%, para US$ 73,17 por onça, refletindo busca por ativos de proteção.

Na semana, o dólar acumula alta de 0,12%, no mês acumula 2,21%, e no ano registra queda de 4,39%. O Ibovespa acumula alta de 0,53% na semana, mas queda de 3,32% no mês, e alta de 13,27% no ano.

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