Reforma do Centro Administrativo Fernando Ferrari em Porto Alegre pode transformar prédio que virou megarrampa de skate, adicionando nove andares e áreas comerciais

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Projeto de Parceria Público-Privada propõe modernização do Centro Administrativo Fernando Ferrari, aumento do edifício principal em nove andares, integração com a orla do Guaíba e prazo de concessão de 30 anos

O projeto apresentado pelo governo do Estado prevê uma reforma ampla no Centro Administrativo Fernando Ferrari, com obras, manutenção e novas construções que podem incluir a adição de nove andares ao edifício principal.

A iniciativa foi estruturada em parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, e busca modernizar o complexo, liberar espaços externos e integrar o local com a orla do Guaíba e o Parque Marinha do Brasil.

Entre as mudanças previstas estão edifícios-garagem no lugar de estacionamentos e a instalação de serviços e áreas comerciais nos pavimentos térreos, além de um conceito de quarteirão aberto sem muros, com circulação livre de pedestres.

conforme informação divulgada pelo g1

O que muda para o prédio e funcionários

Atualmente com 21 andares, o edifício abriga cerca de 4 mil funcionários e reúne 13 secretarias em um mesmo complexo, que inclui também o anexo da Secretaria da Educação.

O projeto propõe redistribuir secretarias, passar a ter edifícios-garagem e liberar áreas destinadas a estacionamento para novas construções que abrigariam órgãos que hoje estão em outros locais.

Aspectos arquitetônicos e uso público

O prédio, inaugurado em 10 de março de 1987, tem formas curvas que já inspiraram skatistas amadores e profissionais do Rio Grande do Sul, ao ponto de ser conhecido por ser usado como megarrampa de skate.

Segundo um dos arquitetos do projeto, Luiz Carlos Macchi, o complexo nasceu de uma ideia de aterramento do Guaíba nos anos 1970, e foi inspirado no modernismo que serviu de base para a construção de Brasília, com duas alas que lhe conferem formato próximo de pirâmide.

Modelo financeiro, prazos e contrapartidas

A proposta apresentada é uma concessão administrativa por 30 anos, no modelo em que o Estado pagará à empresa contratada, com uma contraprestação mensal máxima estimada em R$ 21,8 milhões, valor que será ajustado por indicadores de desempenho.

O projeto prevê também receitas acessórias com exploração de estacionamentos e áreas comerciais, e indicadores que incluem a qualidade da manutenção e a satisfação dos usuários.

Calendário, fases de obra e participação pública

O projeto ficará em consulta pública durante todo o mês de abril para receber contribuições da sociedade, e uma audiência pública será agendada, conforme divulgado pelo governo.

Após análise do Tribunal de Contas do Estado, a expectativa é que o edital seja publicado em julho e que o leilão ocorra em outubro deste ano, com implantação das obras dividida em três fases, ao longo de seis anos.

Além das mudanças administrativas e de infraestrutura, o complexo abriga a Casa da OSPA, com uma sala de concertos com capacidade para 1,1 mil pessoas, e a proposta busca preservar o patrimônio público, incorporando inovação e sustentabilidade na gestão, segundo a apresentação do Executivo.

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