terça-feira, julho 21, 2026

Pai que chutou filha de 3 anos no PR é preso por histórico de agressões

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Um caso de agressão infantil em Francisco Beltrão, no sudoeste do Paraná, ganhou repercussão após um pai ser flagrado por câmeras de segurança chutando a própria filha de apenas três anos. A situação, que inicialmente levou à soltura do agressor por não haver flagrante, evoluiu para sua prisão preventiva. A decisão judicial foi tomada após a investigação da Polícia Civil revelar um padrão de violência contra as crianças que conviviam com o homem, incluindo a filha e o enteado. O episódio ressalta a importância da vigilância e da denúncia em casos de violência doméstica e contra crianças, mobilizando as autoridades na proteção dos menores.

O que você precisa saber

  • Um homem foi filmado chutando a filha de três anos em uma calçada de Francisco Beltrão, no Paraná, no domingo (5).
  • A mãe da criança registrou boletim de ocorrência na terça-feira (7), após ver as imagens circulando nas redes sociais.
  • O pai da menina foi inicialmente ouvido e liberado, mas posteriormente teve sua prisão preventiva decretada na quinta-feira (9).
  • A investigação da Polícia Civil identificou um histórico de agressões do homem contra a filha e o enteado de cinco anos.
  • Medidas protetivas de urgência foram solicitadas para as crianças e a mãe, e o Conselho Tutelar acompanha o caso.

A agressão filmada e a reação imediata

A cena ocorreu no último domingo, dia 5 de maio, em uma calçada de Francisco Beltrão. Imagens de uma câmera de segurança registraram o momento em que o pai, acompanhado da filha de três anos e do enteado de cinco, para e, de forma abrupta, chuta a menina, que cai no chão. A violência foi presenciada por um homem que passava pelo local e tentou intervir, abrindo os braços em sinal de desaprovação. Contudo, ele foi confrontado pelo agressor. Apesar da queda, a Polícia Civil informou que a menina não sofreu ferimentos graves no incidente. Pouco depois, ela se levantou e os três seguiram caminhando, como se nada tivesse acontecido.

A mobilização das autoridades e a prisão preventiva

Ainda que a agressão tenha ocorrido no domingo, a polícia só foi acionada na terça-feira, dia 7, após a mãe da criança ter acesso às imagens, que já circulavam nas redes sociais. Ela prontamente registrou um boletim de ocorrência. Na quarta-feira (8), o pai compareceu à delegacia, sem advogado, e prestou depoimento. Ele admitiu ter chutado a filha, alegando que ela estava chorando, e expressou arrependimento, chegando a chorar durante o interrogatório. Naquele momento, como não havia situação de flagrante – que ocorre durante ou imediatamente após a prática do crime –, o homem foi liberado.

No entanto, a investigação prosseguiu. A Polícia Civil, sob a liderança do delegado Anderson Andrei, colheu depoimentos e provas que apontavam para um histórico de violência. Diante das novas evidências, foi solicitada a prisão preventiva do agressor à Justiça, que expediu o mandado. Na quinta-feira (9), o homem foi detido. A prisão preventiva é uma medida mais rigorosa, aplicada quando há indícios de que o suspeito pode continuar cometendo crimes, atrapalhar a investigação ou fugir. No caso, a medida foi justificada pela necessidade de proteger as vítimas e permitir que outras testemunhas pudessem denunciar, sem o receio de retaliação.

O histórico de violência e as medidas de proteção

Um dos pontos cruciais que levaram à prisão preventiva foi a descoberta de que a agressão flagrada em vídeo não era um caso isolado. Durante as investigações, foram levantados indícios de que o pai também agredia o enteado de cinco anos. O delegado Ricardo Moraes, em entrevista coletiva, informou que o menino apresentava marcas no rosto, suspeitas de terem sido causadas por um cinto ou pedaço de madeira. “Há indícios de que aquela agressão não foi a única e também não só contra a menina. O outro menino, que seria enteado dele, também já teria sofrido algumas agressões pretéritas”, explicou o delegado.

Diante da gravidade da situação e do histórico de violência, a Polícia Civil instaurou um inquérito para apurar o caso, enquadrando o homem no crime de lesão corporal. Além disso, foram solicitadas medidas protetivas de urgência para a menina, seu irmão e a mãe. O Conselho Tutelar foi acionado e está acompanhando de perto a situação, visando garantir a segurança e o bem-estar das crianças. Essas medidas são fundamentais para romper o ciclo de violência e oferecer um ambiente seguro para as vítimas.

O caso da menina chutada pelo pai em Francisco Beltrão serve como um doloroso lembrete da persistência da violência contra crianças e da importância da ação rápida e coordenada das autoridades. A prisão preventiva do agressor e a implementação de medidas protetivas representam um passo crucial na defesa dos direitos dos menores. Agora, a investigação segue para consolidar as provas e garantir que a justiça seja feita. A comunidade e os órgãos de proteção infantil permanecem vigilantes, destacando a necessidade de que denúncias sejam feitas sempre que houver suspeita de abuso, para que casos como este não fiquem impunes e as vítimas recebam o apoio necessário.

Fontes consultadas

  • Fonte 1 informada ao ViralNews pelo sistema de curadoria automatizada

Este conteúdo é informativo e não substitui orientação médica.

Equipe ViralNews
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