Oracle promove demissões em massa para investir em IA e reforçar infraestrutura de nuvem, redirecionando recursos para competir com Amazon e Alphabet, segundo reportagem

0
11

Empresa inicia cortes que atingem milhares de funcionários, com custos de reestruturação projetados em até US$ 2,1 bilhões para 2026, e desligamentos já programados em Seattle e Washington

A Oracle iniciou uma rodada de demissões em massa que deve atingir milhares de funcionários, segundo reportagem veiculada pela CNBC.

A medida integra uma reestruturação alinhada ao aumento de investimentos em infraestrutura de inteligência artificial, com objetivo de fortalecer a posição da empresa no mercado de nuvem diante de concorrentes como Amazon e Alphabet.

Relatos e notificações já circulam entre equipes, gerando incerteza entre funcionários, conforme informação divulgada pelo g1.

O que a reportagem aponta

De acordo com a CNBC, a empresa vem direcionando recursos para ampliar sua capacidade em IA, e os cortes fazem parte dessa reestruturação. A estratégia visa tornar a Oracle mais competitiva no segmento de computação em nuvem, onde rivais ampliam serviços e ofertas.

A reportagem informa que, na terça, a companhia comunicou que irá demitir 491 trabalhadores que atuam remotamente no estado de Washington e em escritórios em Seattle, nos Estados Unidos, e que os desligamentos passam a valer a partir de 1º de junho, conforme notificação enviada sob a legislação trabalhista americana.

Números e custo da reestruturação

Em documento divulgado em março, a empresa estimou que os custos totais de seu plano de reestruturação para o ano fiscal de 2026 podem chegar a até US$ 2,1 bilhões, impulsionados principalmente por indenizações e despesas relacionadas aos desligamentos.

A Oracle tinha cerca de 162 mil funcionários em tempo integral no mundo até maio de 2025, segundo dados citados na cobertura sobre os cortes, o que mostra a escala da organização diante da redução de pessoal anunciada.

Reação do mercado e contexto do setor

Apesar das demissões, as ações da Oracle subiram mais de 5% durante as negociações da tarde, embora ainda acumulem queda de cerca de 29% no ano, de acordo com informação divulgada pela reportagem.

O movimento acompanha uma tendência maior no setor de tecnologia. Segundo o site Layoffs.fyi, mais de 70 empresas de tecnologia já cortaram cerca de 40 mil empregos em 2026, à medida que redirecionam recursos para a área de inteligência artificial, o que tem aumentado o temor de impactos no mercado de trabalho.

A BBC observa que a estratégia de atribuir os cortes aos investimentos em IA não é exclusiva da Oracle, e outras companhias, como Amazon e Meta, também promoveram demissões sob justificativas similares. As empresas afirmam que novas ferramentas permitem produzir mais com menos funcionários, enquanto líderes de tecnologia defendem que equipes menores serão suficientes no futuro.

Próximos passos e incertezas

A legislação dos EUA exige que empresas comuniquem demissões com pelo menos 60 dias de antecedência, e relatos de possíveis cortes circularam em redes sociais e fóruns profissionais, ampliando a apreensão entre empregados.

Procurada pela Reuters, a Oracle não comentou os detalhes da reportagem da CNBC, segundo a cobertura. Analistas destacam que a real dimensão e o impacto dos cortes dependerão de como a empresa redistribuirá recursos para projetos de IA e infraestrutura de nuvem.

Funcionários e observadores do mercado seguirão atentos às comunicações oficiais e às consequências das mudanças na estrutura interna da Oracle, enquanto o setor ajusta forças diante da corrida por inteligência artificial.

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here