sexta-feira, abril 17, 2026

Nubank Parque e a revolução dos naming rights em estádios: entenda por que marcas investem milhões para batizar arenas até 2044

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Entenda o impacto dos naming rights para o Nubank e o mercado brasileiro, que movimenta milhões para dar nomes a estádios e criar fortes vínculos com o público

O futebol brasileiro e o marketing esportivo ganham um novo capítulo com o acordo fechado entre o Nubank e a WTorre para o estádio do Palmeiras, que receberá o nome Nubank Parque até 2044.

Um contrato estimado em US$ 10 milhões por ano (cerca de R$ 50 milhões) revela como a estratégia dos naming rights se consolida como investimento poderoso para empresas que desejam ampliar seu alcance e criar laços emocionais com consumidores.

Conforme informações divulgadas pelo g1, esse modelo de marketing, que permite a empresas renomear espaços icônicos como estádios, arenas e teatros, tem ganhado importância estratégica, movimento que será explorado neste artigo para explicar os motivos e os desafios dessa iniciativa no Brasil e além.

Por que as empresas buscam naming rights e o que está incluso nesse investimento?

Além da simples exposição do nome da marca, os contratos de naming rights contemplam um pacote que pode incluir a presença física da empresa no local, operação de lojas e pontos de venda, e iniciativas que promovem experiências diretas com o público. Idel Halfen, especialista em marketing, destaca que isso ultrapassa a ação de dar nome, criando um ecossistema de contato com consumidores.

Um exemplo emblemático é o acordo da Mondelēz com o São Paulo Futebol Clube, que comprou os naming rights do estádio para a marca BIS e investiu R$ 75 milhões em três anos, incluindo a venda dos produtos dentro da arena e espaços para engajamento com o público.

Já o contrato mais volumoso no Brasil é o do Mercado Livre com o Pacaembu, que prevê mais de R$ 1 bilhão por 30 anos. Contratos variam, mas são todos desenhados para fomentar o reconhecimento da marca e gerar oportunidades de negócios contínuos.

Foco no esporte e no entretenimento: o ambiente ideal para criar conexões emocionais

Locais como estádios, casas de shows e teatros são poderosos polos de atração, sendo palco de emoções intensas e momentos marcantes para o público. Fernando Trevisan, especialista em marketing esportivo, ressalta que ambientes de alegria e envolvimento emocional tornam os naming rights uma oportunidade mais valiosa para as marcas.

Essa associação emocional vai além da exposição tradicional. Segundo Ivan Martinho, professor da ESPM, o investimento cria presença permanente na cultura e no cotidiano das pessoas, fortalecendo a marca sobretudo por meio da repetição do nome em jogos, shows e na mídia.

Nomear o estádio é garantia de que a marca “pegará” entre o público?

Apesar da grande exposição, o desafio de fazer com que o nome da marca seja adotado popularmente persiste. A fixação do nome depende da força do estádio, do tempo de contrato e da disposição do público em aceitar a mudança, especialmente quando espaços possuem nomes históricos consolidados.

Fernando Trevisan observa que atualmente a busca não é apenas pela fixação do nome, mas também pelo relacionamento e pelas experiências proporcionadas. Desta forma, o impacto vai além da nomenclatura, valorizando o contato direto da marca com o público presente nas arenas.

Determinantes dos contratos, riscos e o crescimento dos naming rights no Brasil e no exterior

Os valores e a duração dos contratos de naming rights são definidos segundo múltiplos fatores, como o potencial de negócio, fluxo de pessoas e o valor simbólico do local. O especialista Idel Halfen destaca que os acordos refletem, em grande medida, a vontade das partes, alinhada a objetivos estratégicos das empresas.

O mercado brasileiro, embora em expansão, ainda se encontra em estágio inicial em comparação com gigantes como a NBA, que tem mais de 90% das arenas nomeadas comercialmente. O Brasil registra cerca de 31,6% de naming rights na Série A do futebol.

Riscos envolvem a superestimação do retorno, impactos negativos na imagem da marca patrocinadora e a não adoção do novo nome pelo público. Ainda assim, segundo Trevisan, os benefícios financeiros para clubes e espaços culturais e esportivos superam esses riscos.

O Nubank aposta nessa tendência, que já o levou a nomear o estádio do Inter Miami CF nos EUA e agora no Palmeiras, consolidando o banco como protagonista na estratégia de naming rights e reforçando a marca em ambientes de alta visibilidade e intercâmbio cultural.

Equipe ViralNews
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