Mulher morta a facadas com o filho na Bahia, Karielle tinha 23 anos, representou Ibirapitanga e a cidade decretou luto oficial após o crime
Karielle Lima Marques de Souza tinha 23 anos, ela representou a cidade de Ibirapitanga em concurso cultural e era referência local de beleza e representatividade, quando foi vítima de violência fatal.
O filho dela, Nicolas Marques Sodré, de 6 anos, também foi morto no mesmo ataque, e a tragédia levou a prefeitura a decretar luto oficial na cidade.
As investigações apontam que o agressor vinha perseguindo a vítima, que planejava registrar queixa, e que o crime chocou a comunidade pela brutalidade e pela perda de duas vidas jovens.
Como aconteceu o crime e a investigação
O ataque ocorreu em frente à casa onde Karielle morava, no bairro Novo, em Ibirapitanga, no sul da Bahia. Testemunhas disseram que o suspeito estava escondido atrás de um carro e surpreendeu a vítima quando ela saía de casa.
Ele aproveitou um momento em que o companheiro de Karielle havia saído para trabalhar para atacar, e após matar mãe e filho a facadas, fugiu do local.
A polícia identificou o suspeito como Rolemberg Santos de Pina, 32 anos. Posteriormente, ele foi encontrado morto em um imóvel na zona rural de Maraú, e as autoridades registraram sinais de que ele teria tirado a própria vida.
Quem era Karielle e a relação com a comunidade
Karielle se destacou por ter sido candidata do concurso Deusa do Ébano, representando Ibirapitanga, e era vista por muitos como símbolo da beleza negra e da esperança para jovens locais.
Além de sua presença em eventos culturais, Karielle trabalhava como trancista, atividade que lhe garantia sustento e laços com a comunidade. A perda gerou comoção entre vizinhos, amigos e instituições locais.
Repercussão, pedidos por proteção e nota de protesto
Organizações e grupos culturais lamentaram o crime e cobraram ações efetivas de proteção às mulheres e responsabilização dos agressores.
Em nota, um bloco afro afirmou, “Este não é um caso isolado. É reflexo de uma estrutura que insiste em violentar, silenciar e interromper vidas negras. É urgente que a sociedade, o poder público e todas as instituições assumam seu papel no enfrentamento dessa realidade, com políticas efetivas, proteção às mulheres e responsabilização rigorosa dos agressores.”
Contexto e próximos passos das autoridades
Familiares relataram que o suspeito perseguia Karielle há dias e que ela planejava registrar um boletim de ocorrência antes do crime. A polícia colheu depoimentos de testemunhas e segue investigando as motivações e eventuais falhas que permitiram o ataque.
A morte de Karielle e do filho reacende o debate sobre segurança, proteção das mulheres e medidas contra a violência de gênero, especialmente em comunidades onde a convivência entre vizinhos facilita aproximações obsessivas.
A cidade permanece em luto, e dirigentes locais prometem acompanhar o caso até a conclusão das investigações, enquanto familiares e conhecidos buscam justiça e respostas para a tragédia.