terça-feira, abril 21, 2026

Investidores exigem transparência sobre consumo de água e energia em data centers dos EUA, pressionando Amazon, Microsoft e Google por riscos ambientais locais

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Acionistas pedem dados detalhados sobre consumo de água e energia em data centers, diante da expansão ligada à inteligência artificial e de decisões canceladas após oposição comunitária

Investidores aumentaram a pressão sobre gigantes de tecnologia para obter mais transparência sobre o consumo de água e energia em data centers nos Estados Unidos.

O movimento coincide com a ampliação da infraestrutura impulsionada pela inteligência artificial, e com projetos bilionários cancelados após resistência local.

As demandas incluem dados por unidade, estratégias de conservação e explicações sobre metas climáticas, conforme informação divulgada pelo g1.

Pressão de acionistas e propostas na temporada de assembleias

Antes das assembleias anuais, mais de uma dezena de investidores intensificaram cobranças por informações mais detalhadas sobre o consumo de água e energia em data centers operados por Amazon, Microsoft e Google.

A gestora Trillium Asset Management, com mais de US$ 4 bilhões sob gestão, apresentou em dezembro uma resolução à Alphabet pedindo esclarecimentos sobre como a empresa pretende cumprir suas metas climáticas diante da crescente demanda energética dos data centers.

Segundo a Trillium, as emissões aumentaram 51%, deixando investidores no escuro sobre como as metas serão atingidas, e uma proposta similar já teve apoio de quase um quarto dos acionistas independentes no ano anterior.

Dados e números que acendem o alerta

Em 2025, data centers na América do Norte usaram quase 1 trilhão de litros de água, segundo a consultoria Mordor Intelligence, volume próximo à demanda anual da cidade de Nova York.

O uso de água e energia por data centers de IA pode ser comparado ao consumo de milhões de casas, e investidores dizem que falta consistência nos relatórios divulgados pelas empresas.

A Meta informou o consumo apenas em instalações próprias, sem incluir unidades alugadas ou em construção. Entre 2020 e 2024, o uso de água da empresa cresceu 51%, alcançando 5.637 megalitros, o suficiente para abastecer mais de 13 mil casas por um ano.

Transparência local e riscos para comunidades

Investidores defendem detalhamento por instalação para avaliar riscos operacionais e a capacidade das empresas de gerir impactos ambientais, incluindo iniciativas de reposição de água.

Jason Qi, da Calvert Research and Management, afirmou, “Não vimos divulgação suficiente sobre o consumo de água e seus efeitos locais”, apontando lacunas que deixam moradores e autoridades sem informação clara.

Dan Diorio, vice-presidente da Data Center Coalition, disse, “Ser transparente sobre o uso de água e energia é essencial para que moradores entendam que os projetos não vão pressionar recursos locais”, ressaltando a necessidade de diálogo com as comunidades.

Resposta das empresas e próximos passos

Amazon afirmou que vem ampliando a divulgação de dados por unidade e que investe em eficiência energética e redução do consumo de água, e que busca ser uma boa vizinha.

A Microsoft declarou que sustentabilidade é um valor central, e que trabalha em soluções de longo prazo para enfrentar desafios ambientais. O Google não comentou, e a Meta não respondeu aos pedidos citados na cobertura original.

Gestoras como a Green Century Capital Management já discutem com fabricantes e provedores, como a Nvidia, a possibilidade de resoluções para evitar que ganhos de curto prazo com IA resultem em riscos climáticos e financeiros no longo prazo.

Para investidores e analistas, o tema do consumo de água e energia em data centers deve permanecer no foco nas próximas assembleias, enquanto empresas equilibram expansão tecnológica e responsabilidade ambiental.

Equipe ViralNews
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