Gustavo Petro pede que Brasil estenda o PIX à Colômbia, critica sanções dos EUA e reforça debate sobre impacto do sistema financeiro global

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Presidente da Colômbia defende o PIX e pede que o Brasil estenda o sistema ao seu país, enquanto críticas dos EUA reacendem debate sobre regras de pagamentos eletrônicos

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, publicou nas redes sociais um pedido direto ao Brasil para que o sistema de transferências instantâneas seja levado à Colômbia.

Ao mesmo tempo, Petro criticou o uso das listas de sanções do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros, o OFAC, e afirmou que o mecanismo vem sendo usado politicamente.

As declarações ocorrem no contexto de um relatório americano que cita o PIX como potencial fator de distorção no mercado de pagamentos, conforme informação divulgada pelo g1.

O que disse Gustavo Petro

Em sua mensagem, Petro afirmou em espanhol, “Le pido a Brasil extender el sistema PIX a Colombia”, e em seguida traduziu a ideia para defender a eficiência do modelo.

O presidente colombiano também fez críticas ao alcance das sanções norte-americanas e disse que elas “já não são uma arma contra o narcotráfico” e estariam sendo usadas como instrumento de controle político.

Reação e posicionamento do Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reagiu às críticas e reforçou a decisão do Brasil sobre o sistema. Lula declarou, “O PIX é do Brasil, e ninguém vai fazer a gente mudar o PIX pelo serviço que ele está prestando à sociedade brasileira”.

Ele também comentou o conteúdo do relatório americano, dizendo, “Os Estados Unidos fizeram um relatório nesta semana sobre o PIX, disseram que o PIX distorce o comércio internacional, porque o PIX acho que cria problema para a moeda deles”.

Trecho do relatório e preocupações dos EUA

No documento divulgado pela Casa Branca, há uma passagem que aponta preocupações em relação ao tratamento preferencial ao sistema brasileiro. O texto afirma, “O Banco Central criou e regula o PIX; stakeholders dos EUA temem que o BC [Banco Central] dê tratamento preferencial ao sistema, prejudicando fornecedores americanos de serviços de pagamentos eletrônicos. O uso do PIX é obrigatório para instituições com mais de 500.000 contas.”

O relatório não nomeou explicitamente o PIX em todos os trechos, mas mencionou serviços de pagamento eletrônico oferecidos pelo Estado brasileiro e práticas que poderiam ser interpretadas como favorecimento.

Contexto, implicações e próximos passos

Criado pelo Banco Central em 2020, o PIX se consolidou como um dos principais meios de pagamento no Brasil, e o próprio Banco Central trabalha na expansão da ferramenta e na possibilidade de integração entre países.

Especialistas e autoridades agora debatem as implicações internacionais, entre elas a concorrência com redes de cartão, a segurança contra crimes financeiros e a governança de pagamentos transfronteiriços.

A proposta de Petro de adotar o PIX na Colômbia abre caminho para conversas regionais sobre infraestrutura de pagamentos, soberania monetária e alternativas às plataformas dominadas por grandes empresas de cartão, questões que devem ganhar foco nas próximas semanas.

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