Velório ocorreu com escolta da Polícia Militar, família teme retaliação de suspeito foragido, e Justiça decretou prisão preventiva depois do crime
O velório de uma mulher assassinada foi realizado sob escolta da Polícia Militar em Patrocínio Paulista, no interior de São Paulo, enquanto a família vive sob ameaça e medo da reação do suspeito.
A vítima, de 27 anos, foi morta no domingo de Páscoa, e o principal suspeito, identificado como Lucas Ferreira, segue foragido após o crime.
A Justiça decretou a prisão preventiva do suspeito nesta segunda-feira, e parentes relatam receio constante de novas agressões contra a filha da vítima e demais familiares.
Crime e buscas
O encontro entre o casal ocorreu na tarde do domingo no bairro João Lopes Sobrinho, quando uma discussão terminou em violência. Testemunhas relataram que a mulher pediu ajuda a moradores antes de ser atacada.
Lauany foi morta com, pelo menos, dez facadas, e o caso foi registrado como feminicídio na Central de Polícia Judiciária de Franca. O ataque aconteceu na garagem de uma casa, conforme relatos de quem estava no local.
Após o crime, o suspeito fugiu e ainda não foi localizado, enquanto a família aguarda a ação das autoridades para capturá‑lo.
Medo e ameaças à família
A mãe da vítima, em tom de desespero, relata que o suspeito vinha ameaçando não apenas a filha, mas todo o núcleo familiar antes do homicídio.
Emocionada, ela disse, “Ele me ameaçou, falava que ia matar todo mundo se ela não voltasse com ele. É triste. Eu quero que peguem ele. A gente não está dormindo, nem vai dormir sossegado de medo de ele aparecer e fazer alguma coisa com a menina, com nós”.
A jovem deixou uma filha de 7 anos, que agora está sob proteção e amparo de parentes. A família conta que, mesmo com medida protetiva, o agressor continuava enviando mensagens e exibindo uma arma, segundo relatos dos parentes.
Medidas protetivas e posicionamento jurídico
A vítima havia solicitado medida protetiva, no entanto, familiares afirmam que isso não foi suficiente para evitar a escalada de violência. Mensagens trocadas entre os dois incluíam referências a armas e menções ao pai da vítima.
A advogada Néria Lúcio Buzatto observa que, “A gente sabe que na maioria das vezes não é só a vítima. Inclusive as medidas protetivas estão sendo deferidas no sentido de proteger também os familiares porque é muito comum ameaçar também os familiares não somente a mulher, vítima.”
Especialistas consultados pela redação destacam que medidas protetivas ampliadas para familiares têm se mostrado uma resposta necessária diante do padrão de ameaças dirigidas ao entorno da vítima.
Velório sob escolta e apelo por justiça
O velório foi acompanhado por policiais militares para garantir a segurança dos parentes e evitar confrontos com possíveis apoiadores do suspeito. A presença da polícia também foi uma tentativa de preservar o local enquanto a investigação avança.
Parentes pedem rapidez nas investigações e a prisão do suspeito, para que a filha da vítima e o restante da família possam retomar a vida sem o medo constante de retaliação.
As autoridades seguem com as buscas pelo foragido e a investigação está em andamento, com coleta de depoimentos e perícia no local do crime, para esclarecer toda a dinâmica do homicídio e responsabilizar os envolvidos.
