quarta-feira, julho 22, 2026

Emirados Árabes Unidos proíbem redes sociais para menores de 15 anos

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Os Emirados Árabes Unidos anunciaram uma nova resolução que proíbe o uso de redes sociais por menores de 15 anos. A decisão, divulgada nesta quinta-feira (18), marca um passo significativo na regulamentação do ambiente digital, tornando os Emirados o primeiro país árabe a implementar uma idade mínima legal para o acesso a essas plataformas. A iniciativa reflete uma preocupação crescente em diversas nações com os impactos das redes sociais na saúde mental e no desenvolvimento de jovens.

A legislação impõe às plataformas digitais a responsabilidade de monitorar e desativar contas criadas por usuários abaixo da idade permitida. O não cumprimento dessas diretrizes pode resultar em sanções severas, incluindo o bloqueio parcial ou total dos serviços no país. Com um período de transição de 12 meses, as empresas terão tempo para se adaptar às novas exigências.

O que você precisa saber

  • Proibição para menores de 15 anos: A resolução estabelece que indivíduos com menos de 15 anos estão proibidos de criar, usar ou operar contas pessoais em redes sociais.
  • Responsabilidade das plataformas: As empresas de redes sociais são obrigadas a monitorar e desativar contas pertencentes a menores de 15 anos.
  • Sanções por descumprimento: Plataformas que não cumprirem a medida podem ser advertidas, ter seus serviços bloqueados parcial ou totalmente, ou enfrentar outras sanções administrativas.
  • Restrição de funcionalidades: Menores de 15 anos também não poderão acessar funções interativas como publicar, comentar, compartilhar conteúdo ou participar de grupos públicos e canais abertos.
  • Período de transição: As plataformas terão um prazo de 12 meses para se adequar às novas regras.
  • Tendência global: Os Emirados Árabes Unidos se juntam a países como Austrália e Reino Unido, que também implementaram ou planejam restrições semelhantes para proteger jovens usuários.

Uma tendência global de proteção digital

A decisão dos Emirados Árabes Unidos não é um caso isolado, mas parte de um movimento global crescente em direção a uma regulamentação mais rigorosa das redes sociais, especialmente no que diz respeito à proteção de crianças e adolescentes. Países como a Austrália foram pioneiros, decretando em dezembro uma proibição para menores de 16 anos. O Reino Unido seguiu o exemplo, anunciando uma restrição similar para menores de 16 anos, com previsão de entrada em vigor em 2027.

Essa onda regulatória é impulsionada por preocupações crescentes sobre os efeitos das redes sociais na saúde mental dos jovens, a exposição a conteúdos inadequados, o cyberbullying e a privacidade de dados. Governos ao redor do mundo estão buscando maneiras de criar um ambiente online mais seguro, equilibrando a liberdade de expressão com a necessidade de salvaguardar os direitos e o bem-estar dos mais vulneráveis.

O papel das plataformas e as consequências do descumprimento

A nova legislação nos Emirados Árabes Unidos coloca um ônus significativo sobre as próprias plataformas de redes sociais. Elas serão as principais responsáveis por implementar e fiscalizar a proibição. Isso implica desenvolver ou aprimorar mecanismos de verificação de idade mais robustos e sistemas eficientes para identificar e desativar contas de menores.

A agência oficial de notícias WAM detalhou que os órgãos de mídia e telecomunicações dos Emirados possuem “autoridade para tomar todas as medidas necessárias” contra as plataformas em caso de descumprimento. Essas medidas podem variar desde advertências formais até o bloqueio completo dos serviços das plataformas no país, além da imposição de sanções administrativas cabíveis. Essa abordagem visa garantir que as empresas levem a sério a proteção dos jovens e invistam na tecnologia e nos processos necessários para cumprir a lei.

Reflexos para o Brasil e o debate sobre a segurança online

Embora a medida seja implementada nos Emirados Árabes Unidos, ela ressoa no debate global sobre a segurança online, incluindo o Brasil. No cenário brasileiro, há discussões contínuas sobre a regulamentação das redes sociais, especialmente no que tange à proteção de crianças e adolescentes. Projetos de lei e iniciativas de debate público buscam formas de combater a desinformação, o cyberbullying e a exposição a conteúdos prejudiciais.

A experiência de países como os Emirados, Austrália e Reino Unido pode servir de precedente e inspiração para legisladores brasileiros. Embora o contexto cultural e regulatório seja distinto, a preocupação com o impacto das redes sociais no desenvolvimento de jovens é universal. A implementação de uma idade mínima legal, a responsabilização das plataformas e a restrição de funcionalidades interativas para os mais novos são pautas que podem ganhar mais força nas discussões sobre o futuro da regulamentação digital no Brasil.

A decisão dos Emirados Árabes Unidos marca um ponto importante na evolução da governança da internet. A efetividade da medida dependerá da sua implementação e fiscalização, bem como da capacidade das plataformas de se adaptarem. O movimento global em direção a uma internet mais segura para as crianças, iniciado por países como Austrália e Reino Unido, ganha agora um novo e significativo aderente, e é provável que outros países sigam o mesmo caminho, intensificando o debate sobre a responsabilidade social das empresas de tecnologia e o papel dos governos na proteção dos cidadãos mais jovens no ambiente digital.

Fontes consultadas

  • Fonte 1 informada ao ViralNews pelo sistema de curadoria automatizada

Este conteúdo é informativo e não substitui orientação médica.

Equipe ViralNews
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