Mercados avaliam declaração de possível fim do conflito em duas a três semanas, recuo do Brent de 2,37%, e subvenção ao diesel de R$ 1,20 por litro, pressionando o dólar
O dólar abriu em queda na manhã desta quarta-feira, reagindo a sinais de possível redução das tensões entre Irã, Estados Unidos e Israel, e à retração nos preços do petróleo.
Além disso, investidores acompanham declarações de lideranças internacionais e medidas do governo brasileiro para conter a alta do diesel, fatores que influenciam expectativas sobre inflação e atividade econômica.
As informações e dados citados abaixo são, conforme informação divulgada pelo g1.
Movimento do câmbio e da bolsa
O dólar recuou na abertura, caindo 0,44% e sendo negociado a R$ 5,1561 no começo do pregão. Na véspera, a moeda americana havia recuado 1,31%, cotada a R$ 5,1787. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, avançou 2,71%, aos 187.462 pontos na sessão anterior.
No acumulado, o dólar mostra: Acumulado da semana: -1,20%, Acumulado do mês: +0,87%, Acumulado do ano: -5,65%. O Ibovespa registra: Acumulado da semana: +3,25%, Acumulado do mês: -0,70%, Acumulado do ano: +16,35%.
Por que o petróleo e declarações políticas importam para o dólar
Os mercados reagiram ao recuo do petróleo, após sinais de diminuição das hostilidades. Os contratos do barril do Brent para junho caíam 2,37%, negociados a US$ 101,51, o que alivia pressões inflacionárias globais e reduz um dos principais impulsionadores de aversão a risco.
Nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump afirmou que o conflito com o Irã pode chegar ao fim em duas a três semanas, e declarou que as forças americanas deixarão o território persa “muito em breve”, comentários que reforçam a expectativa de desescalada.
Medidas domésticas para conter efeito sobre preços, especialmente do diesel
No Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o governo fará esforços para evitar alta no preço do diesel, combustível que influencia o custo dos alimentos. Para isso, a União e os estados anunciaram uma subvenção para importadores do diesel, de R$ 1,20 por litro, sendo metade bancada pela União e metade pelos estados.
A iniciativa busca reduzir o impacto do aumento do petróleo sobre preços internos, contribuindo para um ambiente mais favorável ao dólar e ao sentimento dos investidores locais.
Panorama global e sinais militares
O clima mais positivo nos mercados também refletiu movimentos em Wall Street e na Europa, com futuros das bolsas em alta e principais índices europeus registrando ganhos nas primeiras negocações. Na Ásia, as bolsas fecharam em alta, impulsionando o sentimento global.
Em termos militares, os EUA anunciaram sobrevoos no Irã por bombardeiros B-52, ação que, segundo autoridades americanas, visa bombardear cadeias de suprimentos que abastecem instalações de mísseis, drones e navios do Irã, objetivo que busca reduzir a capacidade de reposição de munições.
Com esses elementos, o mercado segue atento a novas declarações e aos dados econômicos agendados, como os índices PMI e a divulgação de emprego no setor privado dos EUA medido pela ADP, que podem recompor expectativas sobre risco, inflação e políticas monetárias.
