Dalia López, suspeita de fornecer passaporte falso a Ronaldinho Gaúcho, é presa no Paraguai após seis anos foragida, apreensão inclui grande quantia em dinheiro

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Operação no Paraguai localiza empresária foragida, apreende cerca de 220 mil dólares e 330 milhões de guaranis, e aponta vínculo a organização que movimentou mais de US$ 400 milhões

A empresária Dalia López foi detida no Paraguai após ficar cerca de seis anos foragida, segundo as autoridades locais.

A Polícia Nacional informou que ela era procurada por uso de documentos públicos falsos, entre outros crimes, e dificilmente deixava o local onde vivia.

Na ação, foram apreendidos valores em espécie e equipamentos eletrônicos, além de indícios de envolvimento em esquema financeiro de grande porte, conforme informação divulgada pelo g1.

Prisão e apreensões

No local onde Dalia Lopez foi encontrada, a polícia encontrou cerca de 220 mil dólares e 330 milhões de guaranis em dinheiro vivo, além de quatro tablets, dez aparelhos celulares e um notebook, segundo a Polícia do Paraguai.

A corporação também relatou que a mulher não saía do imóvel há anos, o que dificultou sua localização, e que Dalia estava na lista de procurados por uso de documentos públicos falsos.

Acusações e movimentação financeira

Dalia López é suspeita de liderar uma organização criminosa que movimentou mais de US$ 400 milhões entre 2015 e 2020, diz investigação citada pela reportagem. As apurações indicam uso de empresas de fachada, lavagem de dinheiro e sonegação de impostos.

Segundo as investigações, a suspeita chegou a criar, de forma aparentemente rápida, uma fundação de assistência a crianças, e convidou Ronaldinho Gaúcho para atuar como o rosto da instituição, o que teria motivado a presença do ex-jogador no Paraguai.

O caso de Ronaldinho Gaúcho e o passaporte adulterado

Em março de 2020, o ex-jogador Ronaldinho Gaúcho e o irmão Assis passaram por investigação no Paraguai ao entrarem no país com documentos paraguaios que, segundo o Ministério Público paraguaio, seriam adulterados.

Na ocasião, a Polícia apreendeu passaportes paraguaios e carteiras de identidade na suíte onde os irmãos estavam hospedados, além de telefones celulares dos dois, e os manteve sob custódia antes das decisões judiciais seguintes.

A Justiça paraguaia chegou a decretar prisão preventiva dos irmãos, citando risco de fuga, e depois permitiu prisão domiciliar mediante fiança de 1,6 milhão de dólares, com posterior acordo que resultou na saída dos dois do país em agosto de 2020.

Desdobramentos e implicações legais

As autoridades paraguaias ampliaram as investigações ao identificar possível participação de funcionários públicos no esquema de naturalização e emissão de documentos, o que levou a pedidos de demissão em setores ligados à migração.

O processo sobre a entrada com passaportes adulterados teve desfecho administrativo e financeiro na época, com pagamento de multas e utilização de recursos para combate à pandemia, porém a prisão e as acusações contra líderes do suposto grupo permanecem no foco das investigações.

As apreensões recentes e a prisão de Dalia López podem reabrir apurações sobre a origem dos recursos e o papel de terceiros, incluindo a investigação de empresas de fachada e práticas de lavagem de dinheiro, segundo as informações divulgadas inicialmente pelo g1.

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