Congestionamento gigantesco e falta de planejamento dificultam acesso ao autódromo durante show do Guns N’ Roses em Campo Grande, provocando atraso na apresentação
O público que foi conferir o show do Guns N’ Roses em Campo Grande enfrentou um verdadeiro caos no acesso ao autódromo da cidade devido a um enorme congestionamento na BR-262. O trânsito intenso, aliado à ausência de transporte coletivo específico para o local, provocou filas de veículos superiores a 10 km, atrasos de mais de cinco horas e caminhadas de até 15 km por parte dos fãs.
Embora a expectativa fosse receber cerca de 35 mil pessoas, muitos fãs não conseguiram chegar a tempo, o que atrasou o início da apresentação em quase duas horas. Esse histórico de dificuldades na BR-262 não é novidade, pois há 25 anos a mesma rodovia já havia registrado congestionamentos severos na inauguração do autódromo, situação que volta a se repetir em 2026.
Na sequência, veja como o acesso ao evento se tornou um desafio para milhares de pessoas e quais são os principais problemas enfrentados nesse trajeto, além das consequências para a realização do show.
Fila de carros e público caminhando pela rodovia
A BR-262 foi a única via de acesso ao autódromo, o que contribuiu para o acúmulo de veículos e a lentidão. A Polícia Rodoviária Federal até montou esquema de trânsito, mas não foi suficiente para suportar o fluxo de carros, ônibus e vans. Cerca de 20 mil automóveis ficaram parados por até cinco horas, impedindo que grande parte do público chegasse a tempo para a apresentação.
Diante do congestionamento, muitos fãs optaram por deixar seus carros e caminhar pela rodovia mais de 10 km até o local do show, expondo-se a riscos e ao desgaste físico. Outros tentaram utilizar motos por aplicativos para chegar mais rápido, e parte do transporte coletivo saiu de uma praça a cerca de 18 km do autódromo, enfrentando atrasos gigantescos.
Caos no trânsito já havia ocorrido há 25 anos
O histórico da BR-262 indica que a região do autódromo sofre com falta de planejamento para grandes eventos. Em 2001, na inauguração do autódromo, registrou-se um congestionamento muito semelhante, com filas superiores a 13 km e milhares de veículos parados. Naquela época, o repórter só conseguiu chegar ao local de helicóptero para registrar o evento.
Os episódios recentes evidenciam que medidas mais efetivas ainda não foram implementadas, apesar da experiência acumulada. A repetição do caos mostra a necessidade urgente de um planejamento integrado, envolvendo organizadores, prefeitura e órgãos de trânsito para garantir acessos mais eficientes no futuro.
Atraso no início do show e número de presentes
O show do Guns N’ Roses estava previsto para começar às 20h30, mas só teve início às 22h, devido aos atrasos provocados pelo trânsito intenso. Às 21h, cerca de 16 mil pessoas estavam dentro da arena, enquanto muitos ainda permaneciam parados na fila de veículos, que ultrapassava 6 km.
A organização do evento reconheceu que, apesar de três meses de preparação, o esquema de acesso foi insuficiente para comportar o público esperado. A ausência de transporte coletivo dedicado dificultou o deslocamento, fazendo com que os fãs enfrentassem longas esperas e caminhadas exaustivas.
Impactos no transporte coletivo e resposta da organizadora
Além dos carros particulares, o transporte coletivo também foi seriamente impactado. A linha 075, que liga o Terminal General Osório ao bairro Guaicurus, teve seu trajeto ampliado de 9 minutos para mais de 3 horas, causando transtornos não só para o público do show, mas para a população em geral.
A empresa responsável pelo evento, Santo Show, manifestou-se afirmando que o acesso ao local foi insuficiente, mesmo após meses de planejamento. Afirmou ainda que está em processo de análise para aprimorar a logística em eventos futuros e evitar que problemas como esse se repitam.
