sábado, abril 18, 2026

Conflito no Oriente Médio derruba exportações brasileiras de carne bovina e frango para a região em março de 2026

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Entenda como o conflito na região impactou fortemente o fluxo das exportações brasileiras de carne bovina e de frango para o Oriente Médio em março

O aumento das tensões no Oriente Médio provocou uma redução significativa nas exportações brasileiras de carne bovina e de frango para a região em março de 2026. Os efeitos são visíveis especialmente em países como Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita, tradicionais consumidores das proteínas nacionais.

Apesar da retração nas vendas para o Oriente Médio, o desempenho nacional das exportações de carne bovina e de frango obteve resultados positivos em outras regiões. Isso suaviza o impacto econômico para o setor brasileiro, que mantém um fluxo sólido para grandes mercados como China e Estados Unidos.

Conforme informação divulgada pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) e Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), o conflito gerou quedas expressivas nas vendas para o Oriente Médio, mas o mercado global continua aquecido.

Queda acentuada nas exportações de carne bovina para o Oriente Médio

Março marcou uma redução de 49% no volume das exportações brasileiras de carne bovina para os Emirados Árabes Unidos no comparativo anual, país que é o terceiro maior comprador brasileiro da proteína na região. Outros mercados tradicionais também registraram queda, com o Egito reduzindo suas compras em 16% e a Arábia Saudita em 7,6%. As retrações foram ainda mais severas em países como Catar, Jordânia, Iraque e Kuwait, onde as exportações caíram mais de 30% e chegaram a 55,3% de recuo, conforme dados da Abiec.

Mesmo com essas quedas, o desempenho geral da carne bovina brasileira em março continuou positivo. O Brasil exportou 270,8 mil toneladas no mês, volume 9,1% maior que o registrado em março de 2025, com uma receita de US$ 1,48 bilhão, um avanço de 26%. Esse crescimento foi puxado principalmente por mercados como China, que aumentou as importações em 41,8%, Estados Unidos (+13,4%) e Chile (+4,9%).

Venda de carne de frango sofre impacto, mas mantém volumes significativos

O conflito também afetou as exportações brasileiras de carne de frango para o Oriente Médio. Segundo a ABPA, as vendas para a região caíram 18,5% em volume entre fevereiro e março de 2026, período que inclui o início da escalada do conflito no Golfo. A Arábia Saudita, maior comprador regional, importou 5,3% menos em relação ao mesmo mês do ano anterior, totalizando 38,7 mil toneladas.

No entanto, o setor de carne de frango apresentou resultado global positivo, com 504,3 mil toneladas exportadas em março, avanço de 6% sobre março de 2025. O presidente da ABPA, Ricardo Santin, destacou que o fluxo de exportações segue acessando o Oriente Médio por rotas alternativas. Ele ressaltou que em março foram enviadas mais de 100 mil toneladas para a região, sendo 45 mil destinadas aos países diretamente afetados pelo fechamento do Estreito de Ormuz.

Esforços para garantir abastecimento e novas rotas logísticas

Santin também apontou a atuação conjunta do Ministério da Agricultura e do setor privado para facilitar a logística e garantir o fornecimento de alimentos às áreas impactadas pela guerra. Essa atuação tem sido fundamental para mitigar o impacto do conflito sobre o fluxo comercial brasileiro com o Oriente Médio.

Apesar do fechamento temporário do Estreito de Ormuz, passagem estratégica para o transporte marítimo, as exportações brasileiras de carnes mantêm sua relevância global, com crescente demanda em outros mercados, sobretudo na Ásia.

Equipe ViralNews
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