Proposta teria sido transmitida por outro país, Irã negou por ações militares, afirmou continuidade de ataques pesados e publicou fotos de destroços do F-35
Uma oferta de cessar-fogo de 48 horas enviada aos iranianos, segundo relatos, foi recusada e não resultou em trégua entre as forças do Irã e os Estados Unidos.
Fontes ouvidas por agências iranianas afirmam que a proposta foi transmitida por meio de um terceiro país e surpreendeu Washington diante da resposta militar de Teerã.
O episódio coincide com novas alegações do Irã sobre o abate de um segundo caça F-35, enquanto os Estados Unidos teriam mobilizado uma operação de resgate para pilotos, conforme informação divulgada pelo G1.
Como foi apresentada a proposta e qual foi a resposta de Teerã
Segundo uma fonte anônima ouvida pela agência Fars, a oferta de um cessar-fogo de 48 horas foi apresentada por outro país e, na avaliação iraniana, teria surgido após a intensificação da crise na região.
A mesma fonte disse que, por causa de uma estimativa equivocada sobre a capacidade militar do Irã, a proposta teria sido uma reação à situação dos Estados Unidos no terreno.
Sobre a resposta do Irã, a fonte afirmou que ela “não foi dada por escrito, mas sim no campo de batalha, com a continuidade dos ataques pesados”, expressão divulgada pela agência Fars.
Reivindicação do abate do segundo F-35 e reações
O Irã afirmou ter abatido um caça F-35 dos Estados Unidos nesta sexta-feira, 3, o segundo do tipo na guerra entre os dois países, e declarou que a aeronave foi ‘completamente destruída’ e que a sobrevivência do piloto é ‘improvável’, de acordo com agências de notícias estatais.
A agência Mehr publicou fotos do que disse ser destroços do jato, e outras agências iranianas replicaram o material.
Inicialmente, o governo dos Estados Unidos não havia se pronunciado sobre o incidente, mas horas depois uma autoridade dos EUA confirmou o incidente à agência de notícias Reuters e disse que o Exército mobilizou uma operação para resgatar os pilotos.
Contexto, precedentes e escalada
Este é o segundo caso em que o Irã afirma ter atingido um F-35 desde o início do conflito, o primeiro ocorrido em 19 de março, quando Teerã reivindicou impacto e a imprensa internacional registrou que o F-35 foi obrigado a realizar um pouso de emergência em uma base americana no Oriente Médio.
O F-35 é tido como um dos jatos mais avançados do mundo, projetado para ser menos visível a radares, e o anúncio de dois incidentes contra esse modelo aumenta a percepção de escalada e a pressão sobre as vias diplomáticas para tentar conter os combates.
Além disso, o regime iraniano prometeu uma recompensa a quem “capturar ou matar” militares norte-americanos, frase que intensifica o tom de hostilidade e eleva o risco de novos confrontos diretos.
O que muda a curto prazo
Com a recusa da oferta de cessar-fogo de 48 horas e as alegações sobre o segundo F-35 abatido, a probabilidade de sequência de ataques e operações de busca e resgate permanece elevada.
Fontes e imagens divulgadas por agências estatais iranianas alimentam uma narrativa de ação militar contínua, enquanto autoridades americanas afirmam ter iniciado medidas para recuperar pilotos e avaliar os danos.
O cenário segue volátil e as próximas horas serão decisivas para saber se haverá nova tentativa de trégua ou se o confronto se intensificará, com impactos diretos na estabilidade regional e nas negociações diplomáticas.
