Biscoito das Filipinas encontrado intacto em praia de Peruíbe, SP, comido por monitor ambiental, revela fluxo de lixo marinho e alerta para conservação

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No litoral de Peruíbe, a descoberta de pacotes intactos de biscoito das Filipinas e a reação de um monitor ambiental expõem como correntes marinhas trazem lixo e geram discussão sobre descarte

Um monitor ambiental encontrou pacotes do biscoito das Filipinas na faixa de areia e provou o conteúdo, ao mesmo tempo em que chamou atenção para o lixo que chega ao litoral.

O caso ganhou repercussão nas redes sociais pelo contraste entre embalagens aparentemente recentes e a origem distante dos produtos localizados na praia do Arpoador, em Peruíbe.

Conforme informação divulgada pelo g1

O achado e a reação do monitor

Segundo a reportagem, o monitor Guilherme de Paula encontrou seis pacotes do biscoito SkyFlakes enquanto seguia para o trabalho na praia do Arpoador.

Ele relatou que as embalagens estavam intactas, com aparência recente, e que, ao provar os biscoitos, descreveu o sabor como “Crocante”.

Ao gravar o vídeo, Guilherme afirmou que pensava em promover conscientização, e ressaltou que, na visão dele, “não existe ‘jogar fora’, já que todo resíduo acaba indo parar em algum lugar”, frase que compartilhou nas redes sociais.

Lixo internacional e correntes marítimas

O monitor disse encontrar frequentemente resíduos na praia, especialmente garrafas PET, que, segundo ele, vêm de lugares como China, Malásia, Estados Unidos e Nova Zelândia.

Ele explicou que a praia do Arpoador fica de frente para o continente, formando uma espécie de bacia que concentra materiais levados pelo mar, o que ajuda a explicar a presença recorrente de lixo internacional no local.

A reportagem informou ainda que a Prefeitura de Peruíbe foi procurada sobre o tema, mas não havia respondido até a publicação da matéria.

Uso educativo no Parque Estadual do Itinguçu

O monitor é responsável por recepcionar turistas que chegam de barco ao Arpoador para visitar o Parque Estadual do Itinguçu, e afirmou que profissionais recolhem materiais sempre que possível.

Os itens coletados são utilizados como ferramenta de educação ambiental para orientar visitantes sobre os impactos do descarte irregular, especialmente de resíduos que chegam pelo mar.

O Parque Estadual do Itinguçu protege áreas de Mata Atlântica, praias, restingas e manguezais, e o acesso a trechos como a praia do Arpoador é feito por trilhas ou embarcações, sempre com acompanhamento de monitores.

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