quarta-feira, julho 22, 2026

Durigan pressiona Febraban para expandir Desenrola Adimplentes a mais bancos

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O ministro da Fazenda, Dario Durigan, reforçou nesta quinta-feira (9 de julho de 2026) seus esforços para persuadir a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) a expandir a participação de instituições privadas no programa Desenrola Adimplentes. A iniciativa governamental busca aliviar as taxas de juros para trabalhadores informais que, apesar de manterem suas dívidas em dia, enfrentam encargos financeiros excessivamente altos. A ampliação do programa é vista como crucial para combater o elevado endividamento das famílias brasileiras e promover um ambiente de crédito mais justo no país.

O que você precisa saber

  • O ministro Durigan está pressionando a Febraban, incluindo seus principais líderes, para que mais bancos privados adiram ao Desenrola Adimplentes.
  • O programa é voltado para trabalhadores informais que pagam juros altos, mesmo estando com suas dívidas em dia.
  • Atualmente, apenas Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil e poucas instituições privadas participam ativamente da iniciativa.
  • As renegociações de dívidas são garantidas pelo Fundo Garantidor de Operações (FGO), visando reduzir o risco para os bancos.
  • O governo considera o Desenrola uma medida paliativa para um cenário de endividamento familiar “muito ruim”, agravado pela pandemia.

Contexto e Objetivo do Desenrola Adimplentes

Lançado em junho pelo governo federal, o Desenrola Adimplentes é a segunda fase de um programa mais amplo de renegociação de dívidas, com foco específico nos chamados “bons pagadores”. Diferente da primeira edição, que mirava os endividados e negativados, esta etapa busca oferecer um alívio financeiro para aqueles que, apesar de honrarem seus compromissos, acabam presos em ciclos de juros elevados, especialmente os trabalhadores informais. A ideia é permitir que essas pessoas renegociem suas dívidas com condições mais favoráveis, impulsionando a saúde financeira das famílias e, consequentemente, o consumo e a economia. A garantia das renegociações pelo Fundo Garantidor de Operações (FGO) é um mecanismo pensado para mitigar riscos aos bancos, incentivando sua participação e reduzindo a relutância em oferecer condições mais brandas.

O Desafio da Adesão dos Bancos Privados

Apesar da importância do programa, a adesão dos bancos privados tem sido um desafio. Durigan mencionou que, até o momento, apenas a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil, ambos instituições públicas, demonstraram interesse significativo, juntamente com “um ou dois bancos privados” não especificados. Essa baixa participação contrasta com a necessidade importante de expansão, levando o ministro a fazer apelos diretos aos líderes da Febraban, incluindo seu presidente, Isaac Sidney, e o presidente do conselho, Milton Maluhy, que também é CEO do Itaú. A dificuldade reside no fato de que, para os bancos, há menos incentivos em aliviar as taxas de juros de clientes que já estão pagando suas parcelas, mesmo que altas, pois representam uma fonte de receita estável. O governo, no entanto, argumenta que a estabilidade econômica a longo prazo e a redução do risco de inadimplência futura compensam esse ajuste inicial, além de promover um ambiente de mercado mais equitativo.

Cenário do Endividamento Familiar no Brasil

Durigan enfatizou que o nível de endividamento das famílias brasileiras se encontra em um patamar “muito ruim”, com grande parte dessas dívidas tendo sido contraídas durante o período da pandemia de Covid-19. Esse cenário levou o governo a implementar o Desenrola como uma medida paliativa e pontual. A persistência de juros altos, especialmente em modalidades de crédito menos reguladas ou para perfis de menor renda, contribui para um ciclo vicioso de endividamento, onde o pagamento de uma dívida compromete a capacidade de honrar outras, ou impede o acesso a novas oportunidades. A iniciativa do Desenrola Adimplentes tenta romper esse ciclo, oferecendo uma saída para quem cumpre suas obrigações, mas é penalizado por condições de mercado desfavoráveis e pela falta de opções de renegociação adequadas.

Além da Renegociação: A Busca por Crédito de Qualidade

O ministro da Fazenda destacou que, além de renegociar as dívidas existentes, é fundamental que o país produza crédito de boa qualidade, com juros mais acessíveis e condições justas. Ele citou como exemplos positivos as linhas de crédito consignado para beneficiários do INSS, servidores públicos e trabalhadores da iniciativa privada. Essas modalidades, por terem garantia de desconto direto em folha ou benefício, geralmente apresentam taxas de juros mais baixas, servindo como um modelo para o tipo de crédito que o governo deseja estimular a longo prazo. A visão é que a renegociação é um passo emergencial para desafogar as famílias, mas a solução estrutural passa pela oferta de um mercado de crédito mais saudável, inclusivo e com taxas que não estrangulem o orçamento dos brasileiros.

A insistência do ministro Durigan junto à Febraban sublinha a urgência do governo em ampliar o alcance do Desenrola Adimplentes. A adesão de mais bancos privados é crucial para que o programa atinja seu potencial máximo de aliviar o peso dos juros sobre milhões de brasileiros. Os próximos passos dependerão da capacidade de negociação entre o Ministério da Fazenda e as instituições financeiras, e a evolução do endividamento familiar será um termômetro importante para a eficácia dessas políticas. O desafio é conciliar os interesses do mercado com a necessidade social de um crédito mais justo, promovendo um equilíbrio que beneficie tanto os consumidores quanto a estabilidade econômica do país.

Aviso: este conteúdo é informativo e não representa recomendação individual de investimento, crédito, compra, venda ou decisão financeira. Antes de tomar decisões financeiras, avalie seu perfil, seus objetivos e, se necessário, procure orientação profissional.

Fontes consultadas

  • Fonte 1 informada ao ViralNews pelo sistema de curadoria automatizada

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Equipe ViralNews
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