terça-feira, abril 21, 2026

Operação de resgate no Irã usou 155 aeronaves, 200 militares e táticas de despiste, diz Trump com detalhes sobre o piloto

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Relatos sobre o resgate de piloto no Irã apontam para 155 aeronaves, combates durante buscas e manobras para confundir forças iranianas, segundo o presidente

O presidente dos Estados Unidos detalhou uma operação complexa para recuperar um piloto que havia desaparecido após ejetar no território iraniano, descrevendo números, táticas e combates no local.

Segundo a versão presidida por Donald Trump, a missão envolveu mobilização aérea em larga escala, ações para despistar as forças iranianas e um resgate que terminou com o militar em estado grave.

O piloto, que não teve a identidade divulgada, teria se refugiado em uma caverna após a ejeção e enviado sua localização por um dispositivo similar a um pager, conforme informação divulgada pelo g1.

Como foi a operação e os números citados

De acordo com o relato do presidente, a operação envolveu 200 militares e 155 aeronaves, entre elas quatro bombardeiros, 64 caças, 48 aviões-tanque de reabastecimento e 13 aeronaves de resgate. O objetivo, segundo ele, foi tanto executar o salvamento quanto confundir as buscas feitas por forças iranianas.

Trump afirmou que houve troca de tiros com combatentes iranianos durante as buscas, e que uma parte significativa do contingente aéreo teve finalidade de distração. Em suas palavras, “Queríamos que eles pensassem que ele (o piloto) estava em um local diferente, porque havia uma vasta força militar lá, milhares e milhares de pessoas procurando. Então estávamos levando-os para todos os lados, e muito disso foi subterfúgio”.

O presidente também disse, sobre a estratégia empregada, que “Tínhamos sete locais diferentes onde eles pensavam que o piloto estava, e eles estavam muito confusos”.

Condições do piloto e sequência do resgate

Segundo Trump, o militar conseguiu ejetar após o caça F-15 em que voava ser atingido por disparos da Guarda Revolucionária do Irã. Embora tenha sofrido ferimentos na queda, ele teria seguido um protocolo de sobrevivência.

Em relato citado pelo presidente, o piloto “escalou paredões rochosos, sangrando profusamente, tratou seus próprios ferimentos e contatou as forças americanas para transmitir sua localização”. A comunicação foi feita através de um dispositivo tipo pager, de acordo com a mesma versão.

O resgate foi confirmado por Trump como realizado no domingo, dia 5, e Washington informou que o militar foi resgatado em estado grave.

Declarações de Trump, ameaças e reações

Além de descrever a operação, o presidente fez declarações polêmicas sobre o Irã. Em encontro com repórteres, ele disse que os iranianos são “animais”, ao ser questionado se atacar estruturas civis seria crime de guerra, afirmando, na sequência, “Não, porque eles são animais”.

Em postagem nas redes sociais, Trump ameaçou atacar infraestrutura civil caso o governo iraniano não reabra totalmente o Estreito de Ormuz até terça-feira, dia 7, e em outra ocasião declarou, “Se eu pudesse escolher, eu tomaria o petróleo (do Irã), mas infelizmente os cidadãos norte-americano querem que a gente termine a guerra”.

O presidente também relatou ter rejeitado uma proposta de cessar-fogo mediada pelo Paquistão, dizendo que o texto “foi um ato significativo (por parte do Irã), mas ainda não bom o suficiente”. O Irã, por sua vez, rejeitou a proposta e pediu um acordo de fim definitivo das hostilidades, segundo agências do país.

Analistas destacam que normas do direito internacional proíbem ataques a alvos civis durante conflitos, e que ações desse tipo podem configurar crime de guerra, sujeito a julgamento por tribunais internacionais.

Autoridades iranianas manifestaram preocupação de que ataques contra infraestrutura civil possam configurar crime de guerra, e o episódio amplia a tensão entre os dois países, em um contexto que envolve trocas de tiros, ameaças e alta mobilização militar.

As informações acima constam do relato público feito pelo presidente dos EUA, conforme informação divulgada pelo g1.

Equipe ViralNews
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