Missão complexa envolveu acompanhamento 24 horas, confronto com forças iranianas, ação da CIA com notícias falsas e equipes especializadas de Busca e Resgate em Combate
O resgate do piloto americano abatido no Irã foi descrito pelas autoridades como uma operação de grande escala, com dezenas de aeronaves envolvidas e coordenação entre agências militares e de inteligência.
Fontes relatam que o aviador passou mais de um dia isolado nas montanhas, enquanto equipes americanas e iranianas corriam para localizá‑lo, e que houve confrontos durante a ação de recuperação.
Detalhes sobre o desenrolar da missão, e as táticas usadas para proteger o homem e extrair a tripulação, vêm sendo divulgados aos poucos, em relatos de imprensa e declarações oficiais.
conforme informação divulgada pelo g1.
Como se desenrolou a operação
A operação foi conduzida com prioridade máxima, e autoridades americanas, incluindo o presidente, afirmaram que as forças dos EUA realizaram o que classificaram como “realizado uma das operações de busca e resgate mais ousadas” de sua história, e que o piloto está agora “são e salvo”.
Segundo relatos, as forças dos EUA enviaram dezenas de aeronaves ao espaço aéreo iraniano para apoiar a missão, combinando helicópteros de resgate, aviões de ataque e aeronaves de vigilância, numa sincronização que buscou minimizar riscos e maximizar cobertura aérea.
Fontes apontam que houve confrontos localizados entre tropas iranianas e elementos envolvidos no resgate, e que o piloto pode ter se ferido durante a ejeção da aeronave.
Papel da CIA, campanha de desinformação e rastreamento
A Agência Central de Inteligência, segundo apurações, teve participação crucial na localização do militar, ao rastrear o homem dentro de uma fenda na montanha e repassar coordenadas precisas ao Pentágono.
Além do apoio de inteligência, a agência teria conduzido uma campanha deliberada de desinformação dentro do Irã, divulgando falsamente que o militar já havia sido encontrado e estava sendo retirado do país, para confundir adversários durante a extração.
Relatos indicam que, paralelamente à ação de resgate, a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã afirmou ter abatido um drone americano, e que vídeos e imagens das províncias montanhosas mostraram civis armados e, em um caso verificado, indivíduos atirando contra helicópteros.
Treinamento do piloto e sobrevivência na montanha
Tripulantes de aeronaves de combate são treinados para sobreviver e se esconder até o resgate, com técnicas de evasão, sobrevivência sem suprimentos e comunicação para facilitar a extração por unidades especializadas.
Fontes consultadas informaram que o militar “passou mais de 24 horas sozinho, escondido nas montanhas com uma pistola”, antes de receber a assistência que permitiu sua retirada em segurança.
O processo de Busca e Resgate em Combate, conhecido pela sigla CSAR, exige equipes de elite, helicópteros que voam baixo sobre território hostil e escolta de aeronaves para suprimir ameaças, tudo realizado sob intenso risco.
Onde o jato foi abatido e o que se sabe da aeronave
A mídia estatal iraniana afirmou que o jato, identificado como um F-15E, foi abatido sobre o sul do Irã, com duas províncias mencionadas como possíveis locais, Kohgiluyeh e Boyer-Ahmad, e Khuzistão.
O F-15E, aeronave de dupla tripulação, é usada em missões ar‑solo e ar‑ar, capaz de lançar munições guiadas e de operar em funções defensivas, como abater drones e mísseis de cruzeiro.
Dois tripulantes ejetaram, e um já havia sido resgatado em operação anterior que, segundo reportagens, envolveu incidentes com helicópteros Black Hawk e uma aeronave A-10 Warthog atingida sobre o Golfo Pérsico, além de relatos de disparos que feriram tripulantes a bordo de um helicóptero de evacuação.
Autoridades iranianas atribuíram o abate dos aparelhos a seus novos sistemas de defesa aérea, e também relataram que milícias ou grupos locais podem ter atirado contra helicópteros que participavam das ações de resgate.
O conjunto de relatos e as confirmações das agências envolvidas ainda estão sendo consolidados, e investigações seguem em curso para esclarecer todos os detalhes da queda e da operação de recuperação.
Fontes citadas ao longo da apuração incluem mensagens oficiais divulgadas pela Administração americana, reportagens da BBC e informações obtidas por correspondentes da CBS News, além de comunicados da mídia estatal iraniana.
