Narges Mohammadi, laureada com o Nobel da Paz de 2023, sofreu infarto na prisão e, segundo a família, recebeu atendimento inadequado e está em estado delicado

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Relatos apontam que a ativista Narges Mohammadi foi encontrada inconsciente e teve apenas atendimento na enfermaria, após transferência e isolamento, conforme familiares e advogados

Narges Mohammadi, premiada com o Nobel da Paz de 2023, está com a saúde extremamente delicada, segundo relatos da família e de seus defensores.

Eles afirmam que Mohammadi sofreu um episódio grave no início do mês e que o atendimento recebido na prisão foi insuficiente, aumentando a preocupação sobre seu estado.

Essas informações foram divulgadas por familiares e advogados que a visitaram recentemente, e dão sequência às denúncias sobre as condições de detenção da ativista, conforme informação divulgada pelo g1.

O episódio na prisão

De acordo com relatos, em 24 de março, ela foi encontrada “inconsciente”, mas só recebeu atendimento médico na enfermaria da prisão, apesar de ter “sintomas compatíveis com um infarto”. A família considera o atendimento inadequado para a gravidade do quadro.

Condições e visitas

Seus advogados, que conseguiram visitá-la, descreveram Mohammadi como muito debilitada, pálida e com perda de peso notável. Ela foi transferida sem aviso, em fevereiro, para uma prisão no norte do Irã, onde perdeu contato direto com parentes.

Contexto político e judicial

Narges Mohammadi, de 53 anos, figura há mais de 25 anos em campanhas contra a pena de morte e contra o uso obrigatório do véu para mulheres. Ela foi presa em dezembro de 2025, após críticas às autoridades clericais, e em fevereiro recebeu nova sentença de seis anos por atentar contra a segurança nacional, e um ano e meio por fazer propaganda contra o sistema islâmico.

Repercussão e risco

A situação de Mohammadi já incluiu greves de fome em protesto às condições prisionais, e a família alerta para risco à vida se não houver atendimento adequado e transferência para cuidados médicos especializados. Organizações de direitos humanos acompanham o caso, e a denúncia tem gerado preocupação internacional.

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