Material foi analisado pela Funed em Belo Horizonte, equipes de Vigilância em Saúde atuam em conjunto e agentes farão visitas domiciliares para orientar sobre a vacina contra febre amarela
Casos de macacos encontrados mortos no Noroeste de Minas Gerais foram confirmados positivos para febre amarela, provocando ação imediata das autoridades locais.
As prefeituras das cidades afetadas adotaram medidas de investigação e monitoramento e reforçam a necessidade de vacinação, especialmente em áreas rurais e de mata.
As informações e as ações das equipes locais foram divulgadas recentemente, conforme informação divulgada pelo g1.
Confirmação laboratorial e investigação
De acordo com as autoridades locais, “Material coletado foi encaminhado para análise na Fundação Ezequiel Dias (Funed), em Belo Horizonte, e o resultado foi divulgado pelas prefeituras dos dois municípios nesta quarta-feira (1º).”
O envio das amostras à Funed permitiu a confirmação do vírus, e as equipes seguem com ações de campo para mapear a ocorrência e identificar possíveis riscos à população.
Ações das equipes de saúde
As prefeituras informaram que “As equipes de Vigilância em Saúde de Arinos e Buritis estão atuando em conjunto, com ações de monitoramento, investigação e orientação nas áreas afetadas.”
Além disso, “Agentes comunitários também vão realizar visitas domiciliares para orientar a população sobre a importância da vacinação.” Essas visitas visam checar situação vacinal e esclarecer dúvidas.
O que é a febre amarela e quais os riscos
Sobre a doença, as informações oficiais indicam que “A febre amarela é doença infecciosa febril aguda. Em ambiente silvestre, os mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes transmitem o vírus. No ciclo urbano, o vírus é transmitido ao homem pelo mosquito Aedes aegypti.”
Também é ressaltado que “Os macacos, que vivem no mesmo ambiente silvestre que os mosquitos, são as primeiras vítimas da doença.” A presença de primatas mortos é, portanto, um sinal de alerta epidemiológico.
Sintomas e prevenção
As autoridades lembram que “A doença causa sintomas como dor de cabeça, febre baixa, fraqueza e vômitos, dores musculares e nas articulações. Em sua fase mais grave, pode causar inflamação no fígado e nos rins, sangramentos na pele e levar à morte.”
A principal medida de prevenção é a vacinação, além do controle de mosquitos e de evitar áreas de mata sem proteção. Moradores devem procurar os postos de saúde para atualizar a carteira vacinal quando necessário.
As equipes de saúde recomendam atenção redobrada em áreas rurais, e pedem que qualquer achado de macacos mortos seja comunicado às autoridades sanitárias para investigação rápida.
