Com impacto direto na gasolina nos EUA, a escalada do conflito com o Irã eleva o preço por galão e reduz o fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz
A média nacional do combustível nos Estados Unidos superou os US$ 4 por galão nesta terça-feira, um patamar que não era registrado desde 2022.
O movimento de alta, acelerado após ataques e represálias na região do Golfo, tem pressionado custos para consumidores e empresas, e reacendido debates sobre segurança energética.
Os números e contextualização desta alta foram divulgados por agências de notícia e associações do setor, conforme informação divulgada pelo g1
Quanto subiu o preço
Segundo dados publicados no site da Associação Automobilística Americana (AAA), no início da manhã o preço médio era de US$ 4,018 por galão (3,785 litros) de gasolina. Esse nível representa uma alta rápida, considerando que os preços estavam abaixo de US$ 3 no fim de fevereiro.
Além disso, a última vez que a média superou US$ 4 foi em agosto de 2022, quando disparou para US$ 5, segundo a Administração de Informação de Energia, cenário que ilustra a volatilidade do mercado diante de choques externos.
Por que os preços subiram
A alta foi atribuída ao bloqueio que o Irã impõe de fato no Estreito de Ormuz, rota marítima crucial por onde passava quase 20% do petróleo e gás mundiais. A restrição no tráfego eleva o risco de oferta e aumenta o prêmio de risco nos preços internacionais.
Em paralelo, houve declarações da administração americana, com o presidente Donald Trump expressando confiança em um acordo negociado, mas também advertindo que, caso isso não ocorra, as instalações petrolíferas iranianas poderão sofrer ataques severos, posição que influencia percepções de risco no mercado.
Impactos e desdobramentos
O aumento da gasolina nos EUA tende a pressionar os preços ao consumidor, encarecer o transporte de bens e pesar sobre a inflação, fatores sensíveis em ano eleitoral. Empresas do setor e formuladores de política monitoram petroleiras e rotas de abastecimento.
Analistas apontam que se o bloqueio persistir, a volatilidade pode continuar, afetando cotações internacionais e opções de política, enquanto medidas diplomáticas e militares influenciam a trajetória dos preços.
Dados da AAA e da Administração de Informação de Energia seguem como referências para acompanhar a evolução, enquanto consumidores e políticos avaliam os efeitos econômicos e eleitorais dessa nova alta.
