Irmão suspeito de matar irmã não teria conseguido afundar corpo sozinho, polícia aponta indícios de conluio e roupa usada para estrangular

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Polícia afirma que homem não conseguiria carregar pedra sozinho para afundar corpo em córrego, esposa foi presa e laudo indica estrangulamento, roupas ligam os dois

A investigação da Polícia Civil aponta que o irmão suspeito de matar irmã não teria condições de afundar o corpo sozinho no córrego nos fundos da casa, e que indícios apontam para participação da esposa.

A mulher foi presa e, segundo os delegados, peças de roupa dela teriam sido usadas tanto para estrangular a vítima quanto para acondicionar o corpo antes de jogá-lo no rio.

Os passos da apuração, as contradições entre os suspeitos e o laudo pericial serão fundamentais para a conclusão do inquérito, conforme informação divulgada pelo g1

A investigação e as provas

Os investigadores relatam que a cena do crime e os vestígios coletados aumentaram as suspeitas sobre o envolvimento do casal. O delegado Albuquerque afirmou que a peça de roupa usada para estrangular Stephany é da esposa do suspeito, e que a polícia não descarta a participação de mais pessoas.

O delegado também destacou, de forma literal, o trecho técnico que liga os dois ao crime,

O instrumento para estrangular a vítima foi uma roupa da que está presa [a cunhada]. As vestes que foram usadas para acondicionar o corpo e deixar no rio, é uma roupa, uma espécie de saia dela. O local do fato, da casa, horas antes eles saem e vão para outro bairro. São fatores que convergem para os dois. A cada vez mais os indícios de autoria aumenta sobre os dois, explicou.

Acareação, contradições e comportamento da suspeita

A delegada Assis relatou que a esposa do suspeito esteve nas proximidades da casa na noite em que o crime ocorreu, e que dias depois ela passou a visitar a delegacia para tentar saber o que testemunhas haviam declarado.

Na acareação entre o casal, os investigadores viram troca de acusações, e mais divergências surgiram nos depoimentos. Segundo a delegada,

Durante a acareação, um culpou o outro. A partir das buscas, surgiram mais divergências entre os relatos deles. Ela tentou interferir muito no andamento das investigações. Isso nos chamou muita a atenção, e parecia que os dois estavam de conluio. A gente precisa entender até que ponto tudo aconteceu, disse Assis.

Laudo, prisão e histórico do suspeito

Segundo laudo da necropsia, a adolescente foi estrangulada, teve o corpo queimadao e foi jogada em um córrego nos fundos da casa onde o irmão morava. A polícia trabalha com a hipótese de tortura e possível abuso sexual.

O crime ocorreu no bairro Três Barras, em Cuiabá. Stephany Pereira saiu com o irmão na terça-feira dia 10, e o corpo foi encontrado amarrado no córrego na noite de quarta-feira dia 11, local que fica nos fundos da residência da família.

O suspeito foi preso poucas horas após a descoberta do corpo. Ele possui condenação anterior a 19 anos em regime fechado por matar o próprio vizinho com 27 facadas, em 2020, e é investigado por outras mortes e por comportamentos violentos, fatos que levaram a polícia a considerar motivação ligada ao ódio às mulheres.

A esposa e o suspeito mantinham uma relação de oito anos, e as apurações apontam que a vítima e a cunhada tinham brigas constantes por ciúmes. A prisão da mulher ocorreu na quinta-feira dia 26, por suspeita de envolvimento no crime.

Próximos passos

Os policiais afirmam que o inquérito deve ser concluído em até 60 dias. A apuração seguirá colhendo provas, confrontando relatos e aguardando resultados complementares periciais para esclarecer como se deram as responsabilidades e se houve participação de outras pessoas.

As autoridades reforçam que o conjunto probatório, incluindo laudos, depoimentos e imagens, será determinante para as medidas judiciais subsequentes, enquanto a comunidade acompanha o caso por sua gravidade e repercussão.

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