Trump afirma que Irã buscou negociação para evitar conflito, mas recusa abolir armas nucleares enquanto bloqueio naval no Estreito de Ormuz começa a valer
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, revelou ter recebido uma ligação das "pessoas certas do Irã" interessadas em negociar um acordo para pôr fim à guerra. No entanto, Trump afirmou que Teerã não aceitou sua exigência principal: de que o país "não possua armas nucleares". O líder americano alertou que, caso o Irã não se comprometa com essa condição, "nunca haverá acordo".
Além disso, Trump reafirmou que os militares norte-americanos irão retomar o material nuclear existente no Irã, enquanto anunciou o início de um bloqueio naval no Estreito de Ormuz, região estratégica para o trânsito marítimo mundial.
Estas informações foram divulgadas conforme matéria do g1, que destacou as declarações dadas por Trump em pronunciamento na Casa Branca e também em sua rede social Truth Social.
Negociação e postura firme contra armas nucleares
Durante entrevista, Trump comentou que seu governo foi procurado para negociar o fim da guerra, mas destacou que "o Irã não terá uma arma nuclear… Se eles não concordarem, não haverá acordo". Ele ressaltou a posição do presidente da China, Xi Jinping, que, segundo Trump, "quer ver isso acabar".
Trump ainda mencionou que os EUA irão recuperar o material nuclear existente no Irã como parte do compromisso de impedir a produção de armamentos atômicos pelo país persa.
Bloqueio no Estreito de Ormuz e encaminhamento para confrontos
No mesmo discurso, Trump justificou a decisão de bloquear militarmente o Estreito de Ormuz, afirmando que não se pode permitir "chantagem ou extorsão com o mundo" pela passagem da região. O bloqueio passou a valer às 11h, horário de Brasília desta segunda-feira, abrangendo qualquer embarcação indo ou vindo de portos iranianos.
O presidente avisou que qualquer navio iraniano que se aproximar do bloqueio será "imediatamente eliminado", usando o mesmo sistema aplicado pela Marinha dos EUA nas operações contra o tráfico de drogas no Caribe. Ele declarou: "É rápido e brutal. P.S.: 98,2% das drogas que entravam nos EUA por via marítima ou oceânica pararam!"
A reação do Irã e as consequências potenciais
O regime iraniano, que bloqueia o trânsito no Estreito de Ormuz há mais de um mês, classificou a medida americana como "ilegal e um exemplo de pirataria". Trump respondeu dizendo que a Marinha iraniana já sofreu grandes perdas: "158 navios militares destruídos. O que não atingimos foram seus ‘navios de ataque rápido’, que não consideramos grande ameaça".
Questionado sobre o que ocorrerá caso não seja alcançado um acordo após o término da trégua de duas semanas entre as nações, Trump evitou detalhes, mas indicou que "não será agradável para eles".
Com o bloqueio naval ativo e as negociações complexas, o cenário no Oriente Médio permanece tenso, colocando em evidência a determinação dos EUA em impedir o avanço do programa nuclear iraniano e garantir a segurança no Estreito de Ormuz.
