Trump nega associação divina em imagem feita por IA e esclarece papel representado após críticas religiosas e políticas
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, apagou uma montagem gerada por inteligência artificial (IA) de sua rede social Truth Social, após receber críticas por ser considerada blasfêmia por diversos setores, incluindo aliados conservadores.
A imagem mostrava Trump vestido com uma túnica branca semelhante à representação comum de Jesus, realizando uma bênção sobre um homem doente, com um brilho nas mãos simbolizando um caráter divino, e elementos como a bandeira dos EUA e a Estátua da Liberdade ao fundo.
Segundo Trump, a montagem não indicava que ele era uma figura sagrada, mas sim que atuava como um médico vinculado à Cruz Vermelha, negando qualquer intenção de se retratar como Jesus. A publicação foi removida poucas horas depois da repercussão negativa.
Conforme informação divulgada pelo g1.
Reação negativa de apoiadores e figuras políticas conservadoras
A postagem provocou reações intensas, especialmente dentro da base eleitoral conservadora de Trump, o movimento Maga. A ex-deputada Marjorie Taylor Greene classificou a imagem como “mais do que blasfêmia, é o espírito do anticristo”. Outros influenciadores e ativistas de direita, como Joey Jones, Brilyn Hollyhand e Riley Gaines, também criticaram veementemente a publicação.
Além disso, políticos do Congresso americano, a exemplo do deputado Jim McGovern, repudiaram a montagem, enquanto o governador da Califórnia, Gavin Newsom, opositore declarado de Trump, ironizou a situação pedindo a exclusão da presidência do republicano.
Defesa e contexto eleitoral de Trump entre eleitores cristãos
Em contrapartida, algumas figuras da extrema direita saíram em defesa de Trump. A influencer Laura Loomer, que também atua como conselheira do presidente, minimizou a polêmica, afirmando que “pessoas surtando por causa de um meme precisam se acalmar”.
Mesmo não sendo frequentador assíduo de igrejas, Trump conquistou significativa maioria entre eleitores cristãos nas eleições de 2024, especialmente entre católicos que o apoiaram por 56% a 42%, de acordo com análise do professor e ex-pastor Ryan Burge, da Universidade de Washington.
A tentativa de assassinato sofrida por Trump em julho de 2024 também foi interpretada por alguns apoiadores evangélicos como uma bênção divina, reforçando a base religiosa do presidente.
Histórico de controvérsias com imagens religiosas geradas por IA
Esta não é a primeira vez que Trump se envolve em polêmicas relacionadas a representações com conotações religiosas no ambiente digital. Em maio de 2025, durante o período entre a morte do papa Francisco e o início do Conclave que escolheria seu sucessor, o perfil oficial do republicano republicou outra montagem de IA onde ele aparecia retratado como pontífice, o que também gerou críticas significativas.
Até o momento, a Casa Branca não emitiu manifestação oficial a respeito do incidente recente com a montagem do presidente.
