Na Casa Branca, presidente afirmou que ‘se eu pudesse, eu tomaria o petróleo’ do Irã, estipulou um novo prazo até terça para reabrir Ormuz e rejeitou proposta de trégua
O presidente dos Estados Unidos voltou a abordar a tensão com o Irã em declarações públicas, e usou linguagem direta ao falar sobre recursos e pressão diplomática.
Durante um evento na Casa Branca, ele disse, literalmente, “Se eu pudesse escolher, eu tomaria o petróleo (do Irã), mas infelizmente os cidadãos norte-americano querem que a gente termine a guerra”.
Ele também confirmou ter rejeitado proposta de cessar-fogo elaborada pelo Paquistão, e deu um novo “prazo final” para que o Irã reabra o Estreito de Ormuz até terça-feira, 7, conforme informação divulgada pelo g1.
O que disse Trump
Além da declaração sobre o petróleo do Irã, Trump afirmou que a proposta paquistanesa “é significativo, mas ainda não bom o suficiente”, justificando a rejeição do texto.
Ele repetiu que “poderíamos sair agora mesmo se quiséssemos, mas eu quero terminar o trabalho”, mostrando que a retirada imediata das forças não está no horizonte, segundo suas palavras.
O presidente afirmou estar “muito chateado” com Teerã, e vinculou a possibilidade de ação a condições sobre a reabertura do estreito, usando o termo “prazo final” para marcar a exigência.
Reação do Irã e do Paquistão
Segundo a agência estatal iraniana Irna, o Irã também rejeitou a proposta do Paquistão, por preferir um acordo que leve a um fim definitivo da guerra, e não apenas a uma trégua.
O Paquistão ofereceu um texto que, na visão norte-americana, tinha elementos “significativos”, mas não foi considerado suficiente pelos Estados Unidos, o que complicou esforços diplomáticos recentes.
Impacto no estreito de Ormuz e na região
O Estreito de Ormuz é rota estratégica para grande parte do petróleo mundial, e qualquer tensão que envolva a reabertura do canal tem potencial de afetar preços e segurança marítima.
Ao vincular ações militares e negociações à reabertura de Ormuz e ao controle sobre o petróleo do Irã, a administração americana reforça a pressão, enquanto declarações contundentes elevam a incerteza sobre desfechos diplomáticos.
O que esperar a seguir
Com o “prazo final” marcado até terça-feira, a comunidade internacional acompanhará se haverá recuo nas exigências ou novo impulso para acordos duradouros que evitem escalada.
Fontes oficiais indicaram que a situação segue em evolução, e a administração americana sinalizou que permanece aberta a negociações, desde que atendam a condições consideradas suficientes por Washington.
Esta reportagem está em atualização.
