Trump chama iranianos de forma ofensiva, fixa prazo até terça para reabertura do Estreito de Ormuz, rejeita trégua proposta pelo Paquistão e diz que ‘tomaria o petróleo’
O presidente dos Estados Unidos escalou a retórica contra Teerã e estabeleceu um novo prazo para que o Irã reabra o Estreito de Ormuz, com ameaça explícita de atacar infraestrutura civil caso a rota não seja liberada.
Ao mesmo tempo, Trump rejeitou uma proposta de cessar-fogo mediada pelo Paquistão e proferiu ofensas diretas aos iranianos durante mensagens públicas e entrevistas.
As declarações também levantaram alertas sobre possíveis crimes de guerra, por causa da menção de atacar alvos civis, conforme informação divulgada pelo g1.
Ameaça ao Estreito de Ormuz e prazo final
Em postagem nas redes sociais, Trump disse que vai atacar infraestrutura civil caso o governo iraniano não reabra totalmente o Estreito de Ormuz até a terça-feira (7).
O presidente confirmou depois à imprensa que o novo “prazo final” para a reabertura é mesmo na terça-feira, e disse que, sobre uma possível intervenção maior, “poderíamos sair agora mesmo se quiséssemos, mas eu quero terminar o trabalho”.
Declarações, insultos e a frase sobre o petróleo
Durante evento na Casa Branca, Trump afirmou, “Se eu pudesse escolher, eu tomaria o petróleo (do Irã), mas infelizmente os cidadãos norte-americano querem que a gente termine a guerra”.
Em outro momento, referiu-se aos iranianos com palavrões e chamou o governo persa de “bastardos malucos”, usando linguagem que aumentou a tensão diplomática.
Cessar-fogo rejeitado e reação iraniana
O presidente dos EUA confirmou ter rejeitado a proposta de cessar-fogo mediada pelo Paquistão, avaliando que o texto “foi um ato significativo (por parte do Irã), mas ainda não bom o suficiente”.
O próprio Irã também rejeitou a proposta, segundo a agência estatal Irna, ao afirmar que prefere um acordo para um fim definitivo da guerra, e não apenas uma trégua.
Implicações legais e críticas internacionais
Autoridades iranianas, citadas por agências locais, expressaram preocupação de que os ataques anunciados por Trump possam constituir crime de guerra.
Especialistas lembram que as normas do direito internacional proíbem ataques contra alvos civis em conflitos, e que violações desse tipo podem ser julgadas por tribunais internacionais.
O reforço da retórica do presidente dos EUA, incluindo a afirmação de que “tomaria o petróleo” se pudesse, amplia o risco de escalada e gera críticas de aliados e organismos internacionais, enquanto o prazo dado para o Estreito de Ormuz se aproxima.
