Governo dos EUA afirma que “o Irã pode ser tomado em uma noite”, secretário Pete Hegseth prevê aumento de ataques, e presidente fala em tomar o petróleo
Em pronunciamento na Casa Branca, o presidente americano voltou a ameaçar ações diretas contra o Irã e afirmou que “O Irã pode ser tomado em uma noite, e talvez seja na terça-feira à noite”, ao iniciar seu discurso.
Trump confirmou ter rejeitado uma proposta de cessar-fogo mediada pelo Paquistão e fixou um novo prazo para a reabertura do Estreito de Ormuz, marcado para terça-feira, 7.
O presidente também disse que, se pudesse, tomaria o petróleo iraniano, e o secretário de Guerra, Pete Hegseth, afirmou que o maior volume de ataques americanos no Irã ocorreria na segunda-feira, com mais operações previstas para terça, conforme informação divulgada pelo g1.
Ameaças diretas e declarações públicas
Durante a conversa com a imprensa em evento de Páscoa na Casa Branca, Trump fez declarações contundentes. Ao ser questionado se um ataque a estruturas civis configuraria crime de guerra, ele respondeu, “Não, porque eles são animais”, e afirmou não estar preocupado com alertas por alvejar infraestrutura civil no Irã.
Em outra fala, Trump declarou, “Se eu pudesse escolher, eu tomaria o petróleo (do Irã), mas infelizmente os cidadãos norte-americano querem que a gente termine a guerra”, colocando publicamente a ideia de apropriação de recursos entre as opções consideradas.
Prazo para o Estreito de Ormuz e risco a civis
O prazo final dado por Washington para que o Irã reabra totalmente o Estreito de Ormuz é terça-feira, 7, segundo confirmou o presidente. O Estreito está fechado desde que, na versão apresentada pelos EUA, houve ataque iraniano após ações de Washington e de Israel em 28 de fevereiro.
Trump também publicou nas redes sociais que atacaria infraestrutura civil caso o governo iraniano não reabrisse o estreito até a data limite. As normas do direito internacional que regem guerra proíbem países de atacar alvos civis em casos de conflitos e estabelecem que casos do tipo podem constituir um crime de guerra, a ser julgado por um tribunal internacional, alerta o contexto jurídico.
Rejeição ao cessar-fogo e justificativas do presidente
O presidente confirmou ter recusado o texto de cessar-fogo mediado pelo Paquistão, dizendo que “foi um ato significativo (por parte do Irã), mas ainda não bom o suficiente”. Segundo a agência estatal iraniana Irna, o Irã também rejeitou a proposta, por preferir um acordo que ponha fim definitivo à guerra, e não apenas uma trégua.
Trump disse ainda que “poderíamos sair agora mesmo se quiséssemos, mas eu quero terminar o trabalho”, reforçando que busca um desfecho mais amplo às operações em curso.
Contexto militar, resgate de pilotos e repercussão
No mesmo evento, o secretário de Guerra Pete Hegseth afirmou a repórteres que nesta segunda-feira ocorreria o maior volume de ataques americanos no Irã, e que ainda mais ataques estão previstos para terça-feira. A Casa Branca também deu detalhes do resgate de pilotos após a queda de um caça F-15E em espaço aéreo iraniano, episódio que alimentou as tensões.
As falas de Trump, incluindo insultos públicos contra o governo iraniano e referências a medidas econômicas e militares, elevaram preocupações sobre escalada e sobre possíveis implicações sob o direito internacional, temas que seguem sendo monitorados por atores diplomáticos e jurídicos internacionais.
