Operação de resgate de piloto no Irã, segundo Trump, mobilizou centenas de militares e aeronaves para despistar buscas iranianas
O presidente dos Estados Unidos divulgou detalhes da ação emergencial que levou ao resgate de um piloto norte-americano no Irã.
Segundo ele, a operação combinou forças aéreas e terrestres e ações para confundir os agentes iranianos, além de combate durante as buscas.
O militar foi retirado do território iraniano em estado grave no domingo, após se refugiar em uma caverna, segundo relatos do próprio presidente.
conforme informação divulgada pelo g1
Como foi a operação
Em detalhes, Donald Trump afirmou que a missão envolveu uma força numerosa, com ações coordenadas para fazer o inimigo acreditar que o piloto estava em locais diferentes.
Ao todo, segundo Trump, a operação envolveu: 200 militares;155 aeronaves, entre elas: quatro bombardeiros, 64 caças, 48 aviões-tanque de reabastecimento e 13 aeronaves de resgate;Troca de tiros com combatentes iranianos durante as buscas;Táticas para “enganar” forças do Irã.
De acordo com o presidente, a maioria dos aviões serviu para despistar as forças iranianas que também faziam buscas pela mesma pessoa.
“Queríamos que eles pensassem que ele (o piloto) estava em um local diferente, porque havia uma vasta força militar lá, milhares e milhares de pessoas procurando. Então estávamos levando-os para todos os lados, e muito disso foi subterfúgio”, disse Trump.
“Tínhamos sete locais diferentes onde eles pensavam que o piloto estava, e eles estavam muito confusos”, acrescentou o presidente.
O estado do piloto e o resgate
Trump relatou que o piloto, apesar de gravemente ferido na ejeção, seguiu protocolos das Forças Armadas dos EUA após cair de paraquedas em território iraniano.
Segundo o presidente, o militar “escalou paredões rochosos, sangrando profusamente, tratou seus próprios ferimentos e contatou as forças americanas para transmitir sua localização”.
A transmissão teria sido feita por um dispositivo do tipo pager, de acordo com Trump.
A identidade do militar não havia sido divulgada até a última atualização, ele estava a bordo de um caça F-15 que, segundo os EUA, foi atingido por disparos da Guarda Revolucionária do Irã.
Declarações de Trump e repercussões
Além dos detalhes do resgate, o presidente fez declarações duras contra o Irã durante aparições públicas.
Questionado sobre a possibilidade de atacar estruturas civis, Trump respondeu, “Não, porque eles são animais”.
Em outra fala, afirmou ainda, “Se eu pudesse escolher, eu tomaria o petróleo (do Irã), mas infelizmente os cidadãos norte-americano querem que a gente termine a guerra”.
Trump também disse ter rejeitado uma proposta de cessar-fogo mediada pelo Paquistão, dizendo que o texto “foi um ato significativo (por parte do Irã), mas ainda não bom o suficiente”.
O presidente estabeleceu um novo “prazo final” para que o Irã reabra totalmente o Estreito de Ormuz até terça-feira, 7, e afirmou que “poderíamos sair agora mesmo se quiséssemos, mas eu quero terminar o trabalho”.
Contexto e riscos legais
Autoridades iranianas expressaram preocupação de que ataques a infraestruturas civis possam constituir crime de guerra, e normas do direito internacional proíbem ataques contra alvos civis.
O episódio intensifica a tensão entre os dois países, enquanto aliados e observadores acompanham riscos de escalada, após o resgate que contou com grande mobilização e, segundo relatos, combates no terreno.
