sexta-feira, abril 17, 2026

Protesto em Juruti bloqueia PA-192 contra Alcoa por falta de indenização e gera grande congestionamento

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Comunidade de Juruti realiza protesto com interdição da PA-192 para reivindicar indenizações da Alcoa por impactos da mineração local

Moradores da comunidade Pai Francisco promoveram um protesto bloqueando a rodovia PA-192 em Juruti, oeste do Pará, em busca de indenizações da mineradora Alcoa. O ato, motivado pelo atraso no pagamento das compensações por danos e uso de terrenos, causou uma fila extensa de ônibus, caminhões e carros, que durou até o início da tarde. A mobilização reflete a insatisfação da população com a falta de avanços nas negociações com a empresa.

A advogada que representa as famílias afetadas explicou que a mineradora se recusa a pagar as indenizações devidas desde 2014, apesar de documentos que comprovam os direitos das comunidades. Segundo ela, a presença da empresa nas reuniões recentes tem sido limitada a representantes do setor de relacionamento, sem que sejam apresentadas soluções concretas.

Além da questão financeira, os moradores também reclamam da ausência de segurança na área ao redor da mina, que já resultou em acidentes por falta de sinalização e alerta adequada.

Famílias esperam reconhecimento e reparação justa por uso de terras e prejuízos ambientais

Edson Fragata Junior, membro de uma das famílias proprietárias dos terrenos ocupados pela Alcoa, demonstrou descontentamento com a postura da mineradora. Ele explicou que, em 2007, foi feita uma negociação formal para uso de parte do terreno para a condução de água relacionada à lavagem da bauxita. Apesar de reconhecer oficialmente os proprietários, a Alcoa não avançou nas negociações para indenizar as perdas causadas.

Fragata Junior afirmou, “A Alcoa nos reconhece como proprietários daquela terra; existe, inclusive, nos autos, um documento de compra e venda. Mas a empresa tem nos ignorado desde 2014, e chegamos a um ponto em que não dá mais para esperar. Só queremos fazer valer os nossos direitos, que foram extremamente violados”.

Pressão comunitária gera reunião urgente com a mineradora e prazo para respostas

Após a interdição da rodovia, a mineradora convocou uma reunião com representantes dos manifestantes no fim da tarde para discutir as demandas. Durante o encontro, os moradores estipularam um prazo de 15 dias úteis para que a Alcoa apresente uma resposta definitiva sobre as reivindicações relativas às indenizações e condições de segurança na região.

Em nota, a empresa afirmou que o protesto foi encerrado ainda no começo da tarde e reforçou que permanece em diálogo com as comunidades locais, priorizando a escuta ativa e um compromisso com uma mineração responsável.

Comunidade destaca desigualdade nas indenizações e riscos ambientais em Juruti

A comunidade Pai Francisco ressalta que não é contra a presença da mineradora, mas luta por seus direitos iguais às comunidades do outro lado do rio, que já receberam reparações. Moradores também reclamam da falta de sirenes e sinalizações que garantam a segurança das pessoas próximas à mina, apontando relatos antigos de acidentes, o que aumenta a preocupação local.

O protesto na PA-192 reforça a necessidade de que a Alcoa estabeleça um diálogo efetivo e resolva o impasse que se arrasta há mais de uma década, garantindo justiça e segurança para as famílias afetadas pela exploração de bauxita na região.

Equipe ViralNews
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