Diesel, gasolina e etanol têm queda nos preços nas bombas refletindo ajuste nos preços internacionais e ações de fiscalização no Brasil
O preço médio do diesel no Brasil caiu pela primeira vez desde o início do conflito no Oriente Médio, ocorrendo uma redução de 0,2%, com o valor médio chegando a R$ 7,43 nas bombas. Além do diesel, a gasolina teve leve queda de R$ 0,01, sendo comercializada a R$ 6,77, e o etanol também recuou para R$ 4,69. Essas informações foram divulgadas pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), conforme informação publicada pelo g1.
Desde a escalada do conflito entre Estados Unidos e Israel contra o Irã em fevereiro, o preço internacional do petróleo disparou, refletindo diretamente na elevação dos combustíveis no Brasil. O barril do petróleo do tipo Brent, referência internacional, chegou a ultrapassar US$ 118,32, valorização superior a 60% em relação ao período anterior.
Com a instabilidade no mercado internacional e aumento no preço do barril, o governo federal intensificou medidas para tentar controlar o impacto nos preços domésticos, incluindo propostas de subsídios e isenção de impostos federais sobre o diesel, além do aumento da fiscalização dos preços praticados pelas distribuidoras e postos. Segundo a Associação Brasileira de Revendedores de Combustíveis Independentes e Livres (Abrilivre), essa fiscalização mais rigorosa tem contribuído para a estabilidade e queda recente nos valores.
Oscilações nos preços do petróleo pressionaram combustíveis no Brasil
Desde o início da guerra no Oriente Médio, na madrugada do dia 28 de fevereiro, a cotação do barril do petróleo tipo Brent apresentou grande volatilidade. O valor chegou a subir mais de 60% em poucas semanas, o que refletiu na elevação dos preços do diesel vendido ao consumidor. Na primeira semana de março, o preço do diesel subiu R$ 0,05, alcançando R$ 6,08, e no meio do mesmo mês já chegava a R$ 6,80.
Essa alta abrupta pressionou o governo a adotar medidas para frear o avanço dos valores e amenizar o impacto para empresas e consumidores.
Fiscalização mais rigorosa ajuda a conter alta nos preços
Rodrigo Zingales, diretor da Associação Brasileira de Revendedores de Combustíveis Independentes e Livres (Abrilivre), destacou que, embora as medidas governamentais ainda não tenham causado efeito direto nas bombas, o aumento da fiscalização tem sido um fator fundamental para a recente estabilização e queda no preço do diesel.
A Agência Nacional do Petróleo e a Polícia Federal têm intensificado as operações para coibir práticas abusivas de precificação, inclusive na venda do gás de cozinha. Além disso, a ANP lançou um canal exclusivo para denúncias de irregularidades no setor, potencializando o controle e a transparência no mercado.
Como é formado o preço do diesel nas bombas
O preço final do diesel para o consumidor é resultado da soma de vários custos, com a maior fração sendo a remuneração das refinarias. Outros componentes incluem impostos, distribuição e revenda, cada um influenciando o valor final nas bombas. A oscilação internacional do preço do barril impacta diretamente a parcela relativa ao petróleo bruto e seus derivados, o que acaba refletindo nos preços pagos pelos brasileiros.
Com o panorama de recente queda no preço do barril de petróleo Brent, cotado a US$ 94,33 na última sexta-feira com recuo de 1,66%, e a fiscalização mais intensa no Brasil, o consumidor já começa a perceber a diminuição nos valores do diesel e outros combustíveis, o que pode aliviar o orçamento especialmente de caminhoneiros e transportadores de carga, setores diretamente afetados pela alta do diesel.