O controle de entrada na União Europeia agora é digital e biométrico, garantindo mais segurança e facilitando a passagem nas fronteiras dos países do Espaço Schengen
A partir de sexta-feira, 10 de abril de 2026, o sistema de entrada na União Europeia passou por uma importante modernização. O tradicional carimbo no passaporte deixou de existir para dar lugar a um processo totalmente digital, que exige a coleta de dados biométricos dos visitantes que não são cidadãos do bloco.
Essa mudança impacta diretamente quem chega a qualquer um dos 29 países que compõem o Espaço Schengen, com exceção da Irlanda e do Chipre. A novidade promete acelerar a entrada a longo prazo e aumentar a segurança das fronteiras europeias.
Conforme informações divulgadas pela Deutsche Welle, o novo sistema já foi implementado de forma gradual desde outubro de 2025, quando provocou maiores filas e atrasos em aeroportos como o de Lisboa. Agora, os viajantes devem se preparar para um procedimento inicial de autoatendimento digital que exige paciência, mas que traz benefícios claros para o futuro das viagens.
Como funciona o novo sistema digital para entrada na União Europeia
Ao desembarcar em solo europeu, o viajante deve primeiro localizar um totem de autoatendimento para digitalizar o passaporte. Em seguida, será necessário fornecer dados biométricos, como impressões digitais e imagem facial.
Somente após essa etapa é que o passageiro passará pela imigração tradicional, onde os agentes conferem as informações registradas pelo sistema eletrônico. Esse procedimento substitui a antiga marcação manual do passaporte e busca garantir que a pessoa que entra no bloco seja exatamente aquela do documento apresentado.
Impactos para os viajantes e expectativas de longo prazo
O processo de coleta digital pode gerar filas e atrasos no início, principalmente devido à adaptação dos sistemas e usuários. No entanto, especialistas destacam que essa medida terá um efeito positivo a médio e longo prazo.
Segundo Anita Mendiratta, da Organização Mundial do Turismo, “o tempo gastado agora vai acabar sendo positivo, porque, a longo prazo, vai acelerar e tornar mais segura toda a nossa capacidade de viajar“.
Isso acontece porque as informações biométricas ficam armazenadas por alguns anos no sistema, agilizando futuras passagens pela fronteira e dificultando fraudes.
Quem está sujeito ao novo sistema e o que fica de fora
O novo sistema digital vale para todas as pessoas de fora da União Europeia que entram em qualquer país do Espaço Schengen, que hoje reúne 29 nações, com exceção da Irlanda e do Chipre, que não participam da medida.
É importante destacar que esse sistema não se confunde com o ETIAS, o sistema de autorização eletrônica de viagem que está previsto para começar a funcionar apenas no final de 2026 e será mais um requisito para entrar no bloco europeu.
O novo sistema representa um avanço significativo na digitalização da imigração, visando unir eficiência com segurança, oferecendo uma experiência mais moderna para quem viaja à União Europeia.
