segunda-feira, abril 20, 2026

Netanyahu exclui Líbano de cessar-fogo mediado entre EUA e Irã enquanto violência no Oriente Médio persiste

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Após acordo de trégua entre EUA e Irã, Israel anuncia que o cessar-fogo não contempla o Líbano, onde ataques continuam aumentando tensão

Conforme informação divulgada pelo g1, o Primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que o cessar-fogo de duas semanas, resultado de um acordo entre Estados Unidos e Irã com mediação do Paquistão, não inclui o Líbano. Essa declaração gerou repercussão porque inicialmente o Líbano havia sido anunciado como parte da trégua.

O gabinete de Netanyahu publicou na rede social X que, embora Israel apoie a meta dos EUA e seus aliados, o país não suspenderá sua ofensiva no território libanês. Desde o início da guerra, em 28 de fevereiro, Israel tem realizado frequentes ataques contra o sul do Líbano, mirando o grupo extremista Hezbollah, aliado do Irã, que tem realizado ataques contra Israel.

A atuação israelense incluiu a invasão do sul do Líbano, controle militar até o rio Litani, além de ataques aéreos em locais estratégicos como Beirute e o Vale do Beqaa. Autoridades libanesas informam que mais de 1.500 pessoas morreram e 4.800 ficaram feridas em decorrência dessas ofensivas desde o começo do conflito.

Contexto e condições da trégua mediada

A trégua foi intermediada pelo Paquistão e inicialmente teria abrangido todas as frentes do conflito, incluindo Israel, Irã e Líbano. Autoridades iranianas e norte-americanas devem se encontrar em Islamabad para negociações a partir do dia 10 de abril.

O presidente dos EUA, Donald Trump, havia ameaçado ataques contra instalações energéticas iranianas, mas optou por suspender esses ataques por duas semanas, condicionando a pausa à reabertura do Estreito de Ormuz, bloqueado pelo Irã no início da guerra. Essa passagem marítima é estratégica, já que cerca de 20% do petróleo mundial é exportado por essa rota.

Demandas e declarações dos Estados Unidos e Irã

Os EUA apresentaram exigências para finalizar o conflito, incluindo o comprometimento do Irã em não desenvolver armas nucleares, limitação do alcance e número de mísseis, desativação de usinas de enriquecimento de urânio, e o fim do financiamento a grupos como Hamas e Hezbollah. Também solicitaram a criação de uma zona marítima livre no Estreito de Ormuz.

Donald Trump declarou que a ofensiva dos EUA foi um sucesso, afirmando que todos os objetivos americanos foram alcançados. A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, enfatizou que a vitória foi conquistada em 38 dias graças à capacidade militar americana.

Por outro lado, a mídia estatal iraniana qualificou o acordo como um “recuo humilhante de Trump” e manteve que os EUA não atingiram suas metas. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, confirmou o término dos ataques e a reabertura segura do Estreito de Ormuz sob coordenação iraniana, além de apresentar um plano de paz em 10 pontos que inclui a permanência do controle iraniano sobre a passagem, suspensão das sanções e cessação dos combates em todas as frentes, incluindo o Líbano.

Impactos regionais e desdobramentos futuros

O silêncio sobre o Líbano no cessar-fogo israelense evidencia a complexidade do conflito em toda a região. Enquanto o acordo entre EUA e Irã oferece uma trégua parcial, a contínua violência em solo libanês mantém as tensões elevadas. Organizações civis no Líbano seguem atuando para socorrer as vítimas dos ataques recentes.

As negociações que se iniciarão em Islamabad serão cruciais para definir se o cessar-fogo poderá ser estendido e abranger todas as nações envolvidas, inclusive o Líbano. Até lá, a situação no Oriente Médio permanece instável, com potenciais impactos globais na economia devido ao papel estratégico do Estreito de Ormuz no comércio de petróleo.

Equipe ViralNews
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