Melania Trump rejeita vínculos com o financista acusado de tráfico sexual e cobra transparência nas investigações em audiência aberta
A primeira-dama dos Estados Unidos, Melania Trump, voltou a se posicionar publicamente sobre as polêmicas envolvendo Jeffrey Epstein, financista acusado de comandar uma rede de abuso e exploração sexual de menores. Em pronunciamento nesta quinta-feira (9), Melania negou qualquer relacionamento com Epstein e rebateu informações falsas que, segundo ela, estão difamando sua reputação.
Ela reforçou que jamais esteve no avião ou na ilha particulares de Epstein, e esclareceu que não foi apresentada a Donald Trump pelo acusado, declarando que conheceu seu marido casualmente em uma festa em Nova York, em 1998. Melania explicou ainda que só conheceu Epstein em 2000, durante um evento onde Donald Trump também estava presente, e que na época não tinha conhecimento das suas atividades ilegais.
Além disso, a primeira-dama negou ter qualquer vínculo pessoal com Ghislaine Maxwell, ex-namorada e cúmplice de Epstein. Ela descreveu um e-mail enviado em 2002 para Maxwell como uma simples correspondência casual, no qual elogiava uma matéria da New York Magazine e convidava Maxwell a retornar a Nova York.
Apelo por audiência pública no Congresso dos EUA
Melania Trump usou a oportunidade para fazer um forte apelo ao Congresso americano, pedindo a realização de uma audiência pública para que todas as vítimas do caso Epstein possam depor e ter seus testemunhos registrados oficialmente. Segundo ela, essa seria a única forma de se alcançar a verdade completa sobre o escândalo.
“Todas as mulheres que desejarem devem ter o direito de depor publicamente, e seus testemunhos devem ser registrados no Congresso. Só então teremos a verdade”, afirmou a primeira-dama.
Contexto do caso Epstein e envolvimento de figuras públicas
Jeffrey Epstein foi preso em 2019 sob acusações de tráfico sexual de menores, mas morreu na prisão antes do julgamento, em um episódio classificado pelas autoridades como suicídio. Após a divulgação de documentos judiciais em 2024, surgiram mais de 150 nomes citados no processo, incluindo o ex-presidente Bill Clinton e o príncipe britânico Andrew, este último tendo fechado acordo judicial em 2023 e negado envolvimento.
O nome do presidente Donald Trump também aparece diversas vezes nos arquivos, com acusações negadas por ele e que foram retiradas em 2016. Trump afirmou ter rompido relações com Epstein após a revelação dos escândalos, embora registros anteriores mostrem sua proximidade com o financista durante as décadas de 1990 e 2000.
Documentos e denúncias divulgadas recentemente
Em janeiro de 2026, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos liberou mais de 3 milhões de páginas do caso, incluindo registros de voos de Epstein nos quais Donald Trump teria figurado e uma carta de aniversário enviada a Epstein no início dos anos 2000. Apesar das controvérsias e citações, Melania Trump reafirma que nunca manteve qualquer tipo de envolvimento com Epstein ou com atividades ilícitas ligadas a ele.
Conforme informação divulgada pelo g1, a primeira-dama está determinada a esclarecer sua posição e a solicitar que a verdade prevaleça por meio da exposição pública dos fatos e da escuta das vítimas.
