domingo, abril 19, 2026

Irã proíbe passagem de navios militares dos EUA no Estreito de Ormuz em meio a operação contra minas navais

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Estreito de Ormuz é palco de conflito entre Irã e EUA devido a operação de varredura de minas que visa proteger o transporte de petróleo

O Estreito de Ormuz, ponto estratégico por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial, voltou a ser centro de tensão entre Estados Unidos e Irã. O comando militar iraniano negou a passagem de navios norte-americanos, reafirmando o controle exclusivo da República Islâmica sobre o fluxo de embarcações na região.

A controvérsia ocorre no contexto de uma operação iniciada pelo Comando Central dos EUA (CENTCOM), com o objetivo de detectar e remover minas navais no estreito, aumentando a segurança para a navegação comercial. Esta ação, no entanto, foi rejeitada pelo Irã, que afirma que somente suas forças armadas podem decidir sobre a entrada de navios na via.

As informações são provenientes de matéria publicada pelo g1, que detalha os acontecimentos recentes e o impacto para a estabilidade regional e os mercados globais de energia.

Tensão cresce com operação militar dos EUA e resposta iraniana

Os Estados Unidos enviaram dois navios de guerra, o USS Frank E. Peterson (DDG 121) e o USS Michael Murphy (DDG 112), para realizar a varredura e remoção de minas no Estreito de Ormuz, apoiados por drones subaquáticos especializados em identificar objetos no fundo marinho. O foco é garantir uma rota segura para a marinha mercante e preservar o livre fluxo comercial, disse o almirante Brad Cooper, comandante do CENTCOM.

Cooper declarou: “Hoje, iniciamos o processo de estabelecimento de uma nova passagem. Em breve, compartilharemos este caminho seguro com a indústria marítima para incentivar o livre fluxo do comércio”. Apesar disso, um porta-voz militar iraniano negou que os navios americanos tenham autorização para navegar no estreito, ressaltando a soberania do Irã na decisão de autorizar a passagem.

Importância crucial do Estreito de Ormuz para o mercado energético mundial

O Estreito de Ormuz é vital para a economia mundial por ser a principal saída para o petróleo produzido no Oriente Médio. Interrupções no tráfego marítimo dessa região afetam os preços internacionais da energia e as cadeias logísticas globais. Tendo em vista sua relevância, a estabilidade na passagem é fundamental para evitar impactos econômicos severos.

Após um breve cessar-fogo que permitiu o aumento do fluxo de navios, o Irã fechou novamente a rota devido a ataques no Líbano, situação que está fora do acordo inicial com os EUA. No último sábado, dois superpetroleiros chineses foram as primeiras embarcações a cruzar o estreito desde a assinatura do cessar-fogo na terça-feira.

Ameaça das minas navais e capacidade militar iraniana

Segundo estudo do Strauss Center for International Security and Law da Universidade do Texas, o Irã possui um arsenal diversificado de minas navais, incluindo modelos soviéticos, ocidentais e de fabricação própria. Destaca-se a mina EM-52, de origem chinesa, considerada avançada por disparar foguetes contra alvos detectados próximo ao fundo do mar.

Apesar dos recursos, a capacidade do Irã para implantar minas sofisticadas em larga escala é limitada, devido à disponibilidade restrita de submarinos adequados para lançar tais dispositivos. O país pode recorrer a embarcações menores para distribuir minas menos complexas, representando um risco para a navegação na região.

Perspectivas e continuidade da presença militar dos EUA no Golfo

Ainda não há previsão para a conclusão completa da varredura de minas, mas os EUA afirmam que manterão presença militar na região para garantir que o corredor permaneça seguro e aberto para o comércio. A operação faz parte de esforços maiores para proteção das rotas marítimas essenciais e para conter riscos de instabilidade geopolítica envolvendo Irã e potências mundiais.

Equipe ViralNews
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