Conflito entre EUA e Irã se agrava com ameaças de ataques que podem afetar toda a região do Oriente Médio
A tensão no Oriente Médio segue escalando com o Irã prometendo consequências graves caso os Estados Unidos ataquem suas usinas de energia. A advertência foi feita por uma autoridade iraniana à agência Reuters, reforçando que a região inteira pode ficar no escuro se as ameaças de destruição da infraestrutura energética iraniana forem cumpridas pelos EUA.
A declaração surge em um contexto de confronto que já dura 39 dias, com bombardeios americanos e israelenses intensificando a guerra, atingindo pontes, ferrovias e alvos militares no Irã. A Ilha de Kharg, estratégica para a exportação de petróleo iraniano, foi alvo recente dos Estados Unidos, aumentando o clima de tensão.
Conforme informação divulgada pelo g1, o vice-presidente dos EUA, J.D. Vance, declarou que novos ataques militares em Kharg ocorrerão enquanto o ultimato do presidente Donald Trump não for atendido pelo Irã, que deve reabrir o Estreito de Ormuz e aceitar limites em seu programa nuclear e de mísseis balísticos.
Irã ameaça fechar estreito de Bab el-Mandeb e ampliar impacto regional
A autoridade iraniana afirmou que, além de manter fechado o Estreito de Ormuz, o país poderá fechar o Estreito de Bab el-Mandeb, outra passagem naval vital para a economia mundial, caso Trump cumpra sua ameaça de destruir toda a infraestrutura energética do Irã. A fonte destacou que “se a situação sair do controle, os aliados do Irã também fecharão Bab el-Mandeb”.
Essa resposta ampliaria o impacto do conflito, potencialmente prejudicando o comércio internacional e provocando um apagão energético no Oriente Médio, com efeitos que podem se estender globalmente.
Ultimato de Trump e agressões em infraestrutura iraniana
Donald Trump anunciou um prazo que expiraria às 21h, no horário de Brasília, para que o Irã aceite um acordo considerado aceitável pelos EUA. Caso contrário, prometeu “destruir toda a infraestrutura energética e pontes do Irã” em uma única noite. Essa postura reflete a intransigência do governo americano que busca forçar Teerã a ceder em demandas sobre seu programa de armas e controle de estreitos estratégicos.
Desde o início do conflito, o Irã tem sido alvo de cerca de 50 bombardeios contra alvos militares, especialmente em Kharg, segundo informações do jornal The Wall Street Journal. Apesar disso, o exército americano tem poupado, até o momento, a infraestrutura petrolífera civil, focando apenas em instalações militares.
Possível escalada e consequências para a região e o mundo
O vice-presidente dos EUA enfatizou que os bombardeios continuarão até o Irã apresentar uma proposta aceita ou até que o ultimato expire, sinalizando inclusive a possibilidade de uma invasão terrestre. Por sua vez, o Irã mantém posição firme e afirmou que não reabrirá o Estreito de Ormuz baseado apenas em “promessas vazias”.
Com esses confrontos, possíveis apagões no Oriente Médio podem comprometer o fornecimento energético mundial e afetam diretamente a segurança de rotas marítimas vitais para a economia global. Essa situação exige atenção internacional, dado o risco real de um agravamento que ultrapasse as fronteiras regionais.
