Estudo do governo projeta liberar R$ 7 bilhões do FGTS para pagamento de dívidas de até 10 milhões de trabalhadores, em medida para aliviar endividamento
O governo federal estuda uma nova medida para liberar cerca de R$ 7 bilhões do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para que até 10 milhões de trabalhadores possam usar esses recursos no pagamento de dívidas pessoais. A movimentação é uma resposta à demanda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preocupado com o alto endividamento das famílias brasileiras.
Conforme divulgado pelo Ministério do Trabalho, essa quantia é um valor residual referente à liberação já encaminhada para trabalhadores que optaram pelo saque-aniversário, mas tiveram parte do FGTS bloqueada para garantia de empréstimos bancários.
O ministro Luiz Marinho reafirmou essa intenção em entrevista, explicando que o programa ainda está em fase de estudo e poderá ser anunciado nos próximos dias, trazendo um alívio financeiro para milhares de brasileiros endividados, segundo informação divulgada pelo g1.
Função e origem dos R$ 7 bilhões a serem liberados
Esse montante complementar de R$ 7 bilhões representa o valor que permanece bloqueado nos saldos de trabalhadores que já foram desligados, mas tiveram restrição na movimentação dos recursos do FGTS devido à modalidade do saque-aniversário usada para garantir empréstimos consignados.
O governo já liberou cerca de R$ 20 bilhões em 2025 para esse público, mas a Caixa Econômica Federal não chegou a liberar integralmente todos os valores, deixando esse saldo residual que o Ministério do Trabalho pretende desbloquear para uso imediato no pagamento de dívidas pessoais.
Política do FGTS para conter endividamento familiar
O programa em análise está alinhado com o discurso do presidente Lula, que demonstra preocupação constante com o crescimento do endividamento de famílias brasileiras. A proposta pode ajudar milhões a regularizar suas finanças pessoais, especialmente em um cenário econômico desafiador para muitas famílias.
Além disso, o ministro Luiz Marinho defendeu uma nova regulamentação quanto ao uso do FGTS como garantia para empréstimos consignados, buscando evitar bloqueios excessivos de recursos que possam impactar o orçamento dos trabalhadores.
Próximos passos para a aprovação e implementação do programa
A decisão final sobre a liberação dos R$ 7 bilhões ainda depende da aprovação do presidente Lula, que revisará a proposta elaborada pelo Ministério do Trabalho. A expectativa é que o programa possa ser anunciado em breve para alcançar o máximo de beneficiários possíveis.
O Ministério do Trabalho ainda está apurando o número exato de trabalhadores que poderão usufruir do benefício, mas a estimativa inicial aponta para cerca de 10 milhões de pessoas que tenham recursos bloqueados no FGTS e que poderão direcioná-los ao pagamento de débitos.
Essa medida, se implementada, representa uma iniciativa que visa oferecer alívio financeiro a trabalhadores em meio ao aumento do endividamento e às dificuldades econômicas persistentes enfrentadas por grande parte da população brasileira.
