terça-feira, outubro 20, 2026

Eduardo Saverin: Conheça o bilionário brasileiro por trás da nova participação no Liverpool

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O bilionário brasileiro Eduardo Saverin, um dos cofundadores do Facebook, está novamente em evidência no cenário global, desta vez no universo do esporte. Ele adquiriu uma participação de 30% no Liverpool Football Club, um dos mais tradicionais e vitoriosos times da Inglaterra, unindo-se a outros investidores de peso, como Jeff Bezos. Essa movimentação marca mais um capítulo na trajetória de Saverin, que, após sua controversa saída do Facebook, consolidou-se como um influente investidor em tecnologia e agora expande sua atuação para o bilionário mercado esportivo.

O que você precisa saber

  • Eduardo Saverin, bilionário brasileiro e cofundador do Facebook, comprou 30% do Liverpool FC.
  • Ele reside em Singapura desde 2012, ano em que renunciou a sua cidadania americana.
  • Sua fortuna atual é majoritariamente derivada de sua participação remanescente no Facebook e de seus investimentos diversificados.
  • Saverin é cofundador e copresidente da B Capital, uma gestora de investimentos que administra mais de US$ 7 bilhões em empresas de tecnologia, saúde e clima.
  • A aquisição do Liverpool representa sua entrada em um dos mais valiosos clubes de futebol do mundo, diversificando seu portfólio para além da tecnologia.

De cofundador do Facebook a bilionário investidor

A história de Eduardo Saverin com o Facebook é amplamente conhecida e foi, inclusive, retratada em filmes. Ele foi um dos cofundadores da rede social ao lado de Mark Zuckerberg, Dustin Moskovitz e Chris Hughes. Enquanto Saverin se dedicava a área de negócios e estruturação inicial, Zuckerberg concentrava esforços no desenvolvimento da plataforma, que crescia rapidamente.

Com a expansão da empresa, divergências sobre a condução e o futuro do Facebook começaram a surgir. Um ponto crucial foi a intenção de Zuckerberg de transferir o registro da empresa para Delaware, um estado americano com legislação mais favorável a empresas. Além disso, Zuckerberg demonstrava insatisfação com o afastamento de Saverin das atividades do dia a dia.

Em mensagens internas, Zuckerberg chegou a expressar que Saverin havia falhado em responsabilidades essenciais, como a captação de recursos e o desenvolvimento de um modelo de negócios claro. O desgaste da relação culminou em julho de 2004, quando Zuckerberg criou uma nova empresa em Delaware, assumindo o controle e diluindo drasticamente a participação de Saverin de 65% para menos de 10% em poucos meses.

O caso se arrastou nos tribunais. O Facebook questionou documentos que garantiriam mais ações ao brasileiro, enquanto Saverin acusou a empresa de descumprir deveres legais de transparência e lealdade entre os sócios. Anos depois, as partes chegaram a um acordo, e Saverin manteve aproximadamente 5% da empresa. Em 2012, pouco antes da abertura de capital do Facebook na bolsa de valores, ele renunciou a cidadania americana e se mudou para Singapura, onde reside até hoje.

A ascensão da B Capital e o foco em tecnologia

Após sua saída da gestão do Facebook, Saverin não se afastou do universo da tecnologia. Ele direcionou sua energia para o investimento em startups em estágio inicial. Em 2015, fundou a gestora B Capital ao lado de Raj Ganguly, um ex-executivo com experiência na Bain Capital e no Boston Consulting Group (BCG).

Atualmente, Saverin atua como cofundador e copresidente da B Capital, que se especializou em investimentos em empresas de tecnologia, saúde e clima em diversas partes do mundo. A gestora possui uma presença global notável, com escritórios em grandes centros financeiros como São Francisco, Nova York, Los Angeles, Austin, Singapura, Hong Kong e Doha, e administra um portfólio que ultrapassa os US$ 7 bilhões (cerca de R$ 35,77 bilhões).

Sob sua liderança, a B Capital tem expandido significativamente sua atuação. Em 2022, a empresa captou US$ 250 milhões (R$ 1,277 bilhão) para investir em startups em fases iniciais. Em 2024, mais US$ 750 milhões (R$ 3,832 bilhões) foram levantados para empresas mais consolidadas. A gestora também anunciou um fundo de US$ 500 milhões (R$ 2,55 bilhões) para 2026, focado no financiamento de novos negócios de tecnologia, o que demonstra uma estratégia agressiva de crescimento e diversificação no mercado de inovação.

O investimento no Liverpool e a expansão para o esporte

A recente aquisição de 30% do Liverpool FC por Eduardo Saverin se encaixa em um cenário mais amplo de bilionários e grandes fundos de investimento que veem o esporte, especialmente o futebol europeu, como um ativo valioso e com potencial de retorno. O movimento de Saverin, que se junta a nomes como Jeff Bezos, sinaliza a crescente atratividade de clubes de futebol como plataformas de investimento global, não apenas por seu valor de marca e receita de patrocínios e direitos de transmissão, mas também pelo engajamento massivo de torcedores em todo o mundo.

Para o Liverpool, a injeção de capital pode significar maior poder de investimento em jogadores, infraestrutura e expansão de suas operações globais. Para Saverin, é uma diversificação de seu portfólio, que tradicionalmente era focado em tecnologia, entrando em um setor com dinâmicas diferentes, mas com forte apelo global e potencial de valorização. Este tipo de investimento por figuras de alto perfil tende a atrair ainda mais atenção para o clube e para o mercado de aquisições esportivas.

A trajetória de Eduardo Saverin é um exemplo notável de como empreendedores de sucesso podem redefinir suas carreiras após grandes rupturas. De cofundador de uma das maiores empresas de tecnologia do mundo a um influente investidor global, sua aquisição de uma fatia significativa do Liverpool FC demonstra sua capacidade de identificar novas oportunidades em mercados diversos. O futuro do Liverpool sob a nova composição de investidores e a evolução do portfólio da B Capital serão pontos importantes a serem acompanhados, especialmente no que tange a novas estratégias e possíveis impactos no cenário do futebol e da tecnologia.

Aviso: este conteúdo é informativo e não representa recomendação individual de investimento, crédito, compra, venda ou decisão financeira. Antes de tomar decisões financeiras, avalie seu perfil, seus objetivos e, se necessário, procure orientação profissional.

Fontes consultadas

  • Fonte 1 informada ao ViralNews pelo sistema de curadoria automatizada

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Equipe ViralNews
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