terça-feira, abril 21, 2026

Ameaças de Trump ao Irã, usinas e pontes: governo iraniano afirma que declarações podem configurar crimes de guerra e cita Estatuto de Roma

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Após post no Truth Social e entrevista, Teerã, por meio do vice-ministro Kazem Gharibabadi, acusa que as ameaças de Trump violam o direito internacional e podem ser crime

O governo do Irã afirmou que as **ameaças de Trump** contra usinas de energia e pontes podem configurar crimes de guerra, em pronunciamento oficial nesta segunda-feira.

As declarações do vice-ministro das Relações Exteriores, Kazem Gharibabadi, citam disposições do Estatuto de Roma e apontam possível violação do direito internacional.

As informações foram divulgadas pelo g1, com base em declarações oficiais e postagens públicas relacionadas à crise no Estreito de Ormuz, conforme informação divulgada pelo g1.

O que disse o vice-ministro iraniano

Segundo Gharibabadi, “O presidente americano, como a mais alta autoridade de seu país, ameaçou publicamente cometer crimes de guerra”, em postagem no X.

O vice-ministro também afirmou que “A ameaça de atacar centrais elétricas e pontes (infraestrutura civil) é um crime de guerra nos termos do artigo 8.º, n.º 2, alínea b), do Estatuto de Roma do Tribunal Penal Internacional”, apontando a fundamentação jurídica usada por Teerã.

As ameaças de Trump e o teor das mensagens

O contexto escalou após um post no Truth Social atribuído a Donald Trump, que relacionou ataques ao Estreito de Ormuz com ações dentro do território iraniano.

Na publicação citada pela reportagem, a mensagem indicava, em termos fortes, ações contra usinas e pontes no Irã caso a passagem marítima não fosse reaberta, segundo a transcrição divulgada.

Entrevista, propostas de cessar-fogo e ameaças adicionais

Em entrevista à Fox News, Trump disse acreditar ser possível fechar um acordo com o Irã até segunda-feira, e que negociadores iranianos receberam uma anistia limitada para participar das tratativas, com expectativa de um desfecho rápido.

O presidente também afirmou que, se o Irã se recusar a firmar um entendimento, os Estados Unidos poderão tomar o petróleo iraniano, além de declarar que armas foram enviadas a manifestantes por meio de aliados curdos, informação mencionada na entrevista citada pela reportagem.

Resposta iraniana e avaliação do cenário militar

Fontes semioficiais iranianas disseram que Teerã rejeitou uma proposta de 48 horas de cessar-fogo apresentada pelos Estados Unidos, segundo a agência Fars.

Uma fonte citada afirmou que, “A resposta do Irã a essa proposta não foi dada por escrito, mas sim no campo de batalha, com a continuidade dos ataques pesados”, indicando que a reação foi operacional, e não diplomática.

Implicações legais e risco de escalada

Especialistas ouvidos na cobertura lembram que, juridicamente, a ameaça de atacar infraestrutura civil pode, dependendo do contexto e da intenção, ser avaliada por tribunais internacionais, incluindo o Tribunal Penal Internacional.

Enquanto a retórica se intensifica, analistas alertam para o risco de escalada na região do Golfo, com potenciais impactos sobre trânsito marítimo, mercados de energia e segurança regional.

O caso segue acompanhado por governos e organismos internacionais, que monitoram tanto as negociações em curso, quanto as declarações públicas de líderes e as ações militares no terreno.

Equipe ViralNews
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