Estudo aponta que homens têm risco maior de infarto depois dos 35 anos, exigindo atenção redobrada aos sintomas e prevenção eficaz
O risco de infarto em homens aumenta significativamente a partir dos 35 anos, conforme indica um estudo publicado no Journal of the American Heart Association. Enquanto homens e mulheres enfrentam riscos cardiovasculares similares até a vida adulta, após essa fase, as complicações cardíacas progridem mais rapidamente entre os homens. O impacto dessa diferença é refletido no aumento da incidência de infarto e morte súbita masculina.
Essa realidade, segundo dados médicos, está ligada a fatores biológicos, hormonais e comportamentais que elevam a vulnerabilidade cardiovascular masculina. Além disso, a falta de diagnósticos precoces intensifica o problema, tornando a prevenção e o reconhecimento dos sintomas uma prioridade para essa faixa etária.
Conforme informação divulgada pelo Jornal Estado de Minas, as consequências dessas doenças vão além do impacto individual e atingem a sociedade como um todo, com custos econômicos e sociais elevados, reforçando a importância de mudança no estilo de vida e acompanhamento constante.
Diferença entre riscos cardiovasculares de homens e mulheres
A ocorrência de doenças cardiovasculares como a doença arterial coronariana acontece cerca de sete anos antes nos homens do que nas mulheres, o que também antecipa eventos graves como o infarto. Essa disparidade tem relação com efeitos hormonais protetores das mulheres antes da menopausa e fatores metabólicos que favorecem os homens.
A cardiologista intervencionista Denise Pellegrini, diretora da Sociedade Brasileira de Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista, aponta que o metabolismo do colesterol e a menor frequência das consultas médicas nos homens contribuem para o diagnóstico tardio e, consequentemente, para eventos mais graves.
Fatores como pressão arterial elevada, colesterol alto, diabetes, tabagismo, sedentarismo e obesidade agravarem o risco cardiovascular masculino, acelerando processos como a aterosclerose.
Principais sintomas de infarto e atenção necessária
A dor no peito é o sintoma clássico do infarto, mas não é único. Falta de ar, cansaço extremo, suor frio, náuseas e tontura também são sinais de alerta, assim como dores irradiadas para braços, costas, pescoço ou mandíbula. Para mulheres, idosos e diabéticos, os sintomas podem ser mais sutis, incluindo palidez e mal-estar, associados a riscos adicionais por reconhecimento tardio.
Medidas eficazes para prevenção e controle do risco cardiovascular
De acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia, muitas mortes poderiam ser evitadas com a identificação precoce dos sintomas e controle rigoroso dos fatores de risco. Consultas regulares, alimentação equilibrada, prática de exercícios físicos e abandono do tabagismo são essenciais.
O foco na prevenção e o acompanhamento contínuo podem equilibrar as diferenças de risco entre gêneros e melhorar a qualidade de vida, evitando infartos e outras complicações severas.
Impacto social e econômico das doenças cardiovasculares
As doenças cardiovasculares estão entre as principais causas de morte no Brasil e geram grande impacto econômico devido aos custos associados a tratamentos, internações e afastamento do trabalho. A reabilitação prolongada e aposentadorias precoces aumentam ainda mais esse ônus para famílias e o sistema de saúde público.
A conscientização sobre o risco silencioso de infarto que cresce nos homens após os 35 anos é fundamental para que essa realidade seja enfrentada com estratégias eficientes de prevenção e diagnóstico precoce.
Fonte: Jornal Estado de Minas, com dados do Journal of the American Heart Association e orientações da Sociedade Brasileira de Cardiologia.
