segunda-feira, abril 20, 2026

Conselho de Segurança da ONU rejeita uso da força para reabrir Estreito de Ormuz após vetos de China e Rússia

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ONU rejeita uso da força no Estreito de Ormuz após oposição de China e Rússia em contexto de escalada no Oriente Médio

Conforme informação divulgada pelo g1, o Conselho de Segurança da ONU rejeitou uma resolução que autorizava países a usar a força para garantir a segurança da navegação comercial no Estreito de Ormuz. A proposta, apresentada pelo Bahrein, enfrentou vetos da China e da Rússia, membros permanentes do conselho com poder para bloquear qualquer medida.

A resolução previa que os países poderiam utilizar “todos os meios defensivos necessários” para proteger a passagem estratégica, que representa cerca de 20% da comercialização mundial de petróleo. Este bloqueio da rota pelo Irã gerou impactos diretos nos preços globais de petróleo e gás, evidenciando a importância geopolítica da região.

Apesar da França inicialmente se posicionar contra, ela apoiou a medida após o texto perder seu caráter obrigatório. Contudo, China e Rússia mantiveram sua rejeição e anunciaram que encaminharão uma nova proposta ao Conselho para buscar alternativas à atual situação. O cenário ocorre em meio a uma escalada de tensão no Oriente Médio, com ataques intensificados e ultimatos entre EUA e Irã.

Veto de China e Rússia e motivações diplomáticas

A China justificou seu veto afirmando ser contra o uso da força, ainda que adote uma postura neutra na guerra, mantendo alinhamento pragmático com o Irã, seu principal fornecedor de petróleo. O embaixador chinês também destacou que não seria adequado aprovar a resolução no mesmo dia em que o então presidente dos EUA, Donald Trump, prometeu destruir “toda uma civilização” no Irã.

Do lado russo, o embaixador criticou o texto por condenar ataques apenas de um lado, focando no Irã. Ele ressaltou que a resolução continha “elementos desequilibrados, imprecisos e confrontadores”. Apesar das negociações que flexibilizaram o projeto para permitir o uso da força por pelo menos seis meses, os vetos impediram a aprovação da medida.

Contexto da escalada militar e ameaças no Oriente Médio

O veto ocorreu em um dia crucial para o conflito no Oriente Médio, durante uma série de ataques e ameaças mútuas. O presidente dos EUA emitiu um ultimato para que o Irã reabra o Estreito de Ormuz, afirmando que, caso contrário, “uma civilização inteira morrerá”.

Antes do fim do prazo, os EUA e Israel intensificaram ataques em território iraniano, atingindo áreas estratégicas como a ilha de Kharg, que armazena cerca de 90% do petróleo iraniano, além de pontes, trens, aeroportos e instalações petroquímicas. Explosões na capital Teerã causaram mortes e elevaram a tensão na região.

O Irã reagiu convocando sua população para formar escudos humanos ao redor de usinas e abandonou a contenção frente aos seus adversários, ameaçando até fechar outra rota marítima estratégica e deixar o Oriente Médio “no escuro” caso os EUA ataquem suas usinas de energia.

O que previa a resolução rejeitada pelo Conselho de Segurança

A última versão do projeto condenava os ataques iranianos contra navios e incentivava uma coordenação defensiva entre os países para garantir a navegação no Estreito de Ormuz, incluindo a escolta de navios mercantes. O texto exigia que o Irã cessasse imediatamente ataques e tentativas de impedir a livre circulação e indicava a possibilidade de o Conselho adotar outras medidas caso a segurança fosse comprometida.

Este episódio evidencia a complexidade dos interesses geopolíticos, econômicos e militares que envolvem o Estreito de Ormuz, bem como os desafios que o Conselho de Segurança da ONU enfrenta diante de divergências entre seus membros permanentes sobre o uso da força em crises internacionais.

Equipe ViralNews
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