Ataques ucranianos atingem porto de Primorsk e refinaria NORSI, ampliando pressão sobre infraestrutura energética russa e exportações de petróleo

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Ataques ucranianos com drones danificam reservatórios em Primorsk e provocam incêndio na NORSI, afetando capacidade de exportação e receita que financia a guerra de Moscou

Uma série de ataques durante a madrugada atingiu alvos estratégicos ligados ao petróleo na Rússia, ampliando os efeitos sobre a logística de exportação e o setor de energia.

Relatos indicam danos em instalações portuárias no Mar Báltico e um incêndio em uma grande refinaria, com impactos na produção e em áreas residenciais próximas.

As ações fazem parte de uma ofensiva que mira reduzir recursos que sustentam o esforço de guerra russo, e seguem causando interrupções nas exportações.

conforme informação divulgada pelo g1

Impacto no porto de Primorsk

No porto de Primorsk, estilhaços de drones atingiram um reservatório de combustível, provocando vazamentos.

O governador da região de Leningrado, Alexander Drozdenko, inicialmente informou que um oleoduto teria sido danificado, mas corrigiu a informação posteriormente.

Primorsk é um dos canais de exportação mais importantes da Rússia, capaz de movimentar 1 milhão de barris por dia.

A proximidade do porto com rotas de embarque para o mercado global torna cada ataque uma pressão direta sobre a receita em moeda estrangeira.

Incêndio na refinaria NORSI

A refinaria de petróleo NORSI, na região de Nizhny Novgorod, pegou fogo após ser alvo de drones.

O ataque atingiu duas instalações da planta, que é a quarta maior refinaria da Rússia e a segunda maior produtora de gasolina do país.

Autoridades locais informaram ainda que houve danos a uma estação de energia e a residências próximas, embora não existam relatos de feridos.

Estratégia e consequências para a receita de guerra

A Ucrânia intensificou os ataques contra o setor de energia russo no último mês. A estratégia busca enfraquecer o poderio militar de Moscou e reduzir os recursos financeiros que sustentam a guerra.

Imagens de satélite mostram que Primorsk já havia perdido pelo menos 40% de sua capacidade de armazenamento em ataques anteriores ocorridos em março.

No último mês, ataques de drones e o fechamento de oleodutos chegaram a paralisar cerca de 1/5 de toda a capacidade de exportação russa.

O conjunto desses ataques pressiona não só a logística, como também os preços e a previsibilidade das entregas para compradores internacionais.

Novorossiysk, alertas e o que vem a seguir

Além de Primorsk e NORSI, o porto de Novorossiysk emitiu alertas de ataques aéreos, e operações de carregamento costumam ser suspensas durante esses avisos.

A continuidade dos ataques ucranianos mantém autoridades russas sob pressão para proteger terminais e refinarias, enquanto o mercado observa possíveis novas interrupções.

Analistas afirmam que a capacidade de resposta de Moscou e a velocidade de reparos serão decisivas para minimizar perdas, e que o tema seguirá no centro das atenções internacionais.

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